Câmara aprova urgência para projeto que torna “pagável” dívida dos estados

Requerimento apresentado pelo deputado Darci de Matos levará projeto ao plenário ainda esta semana

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Deputado Darci de Matos apresentou requerimento de urgência

Deputado Darci de Matos apresentou requerimento de urgência (foto: Cláudio Araújo, Divulgação)

A Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência para o projeto de lei que trata da renegociação das dívidas dos estados. O requerimento foi apresentado pelo deputado catarinense Darci de Matos (PSD), e votado nesta segunda-feira (9). Segundo ele, a previsão é que a votação em plenário ocorra ainda esta semana.

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O requerimento passou com 316 votos favoráveis e 19 contrários. A proposta original é do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e cria o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Entre outros benefícios, está prevista redução de juros e prazo de quitação de até 30 anos.

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As medidas são vistas com bons olhos pelas Fazendas estaduais. Atualmente, os juros da dívida pública são considerados impagáveis pelos estados. Para se ter ideia, a dívida contraída por Santa Catarina, desde 2000, soma R$ 5,4 bilhões. Desse montante, o Estado já pagou R$ 16,7 bilhões – mas ainda deve R$ 11,1 bilhões.

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Esse débito retira dos caixas do Estado, mensalmente, cerca de R$ 50 milhões que são direcionados ao pagamento da dívida – e deixam de ser aplicados em outras áreas do governo.

Além de reduzir os juros, o projeto do Propag também autoriza que os estados transfiram ativos à União como parte do pagamento de débitos – como imóveis, por exemplo. Em contrapartida, os recursos economizados deverão ser revertidos em investimentos em áreas como educação, saneamento, habitação, adaptação às mudanças climáticas, transporte e segurança pública pelos estados.

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O texto também prevê a criação do Fundo de Equalização Federal, que receberá uma parte dos recursos economizados com a renegociação dos juros. Esses recursos deverão ser investidos nos próprios estados, com no mínimo 60% destinados à educação técnica e profissional. Significa que, em vez de pagar juros à União, os estados terão que fazer investimentos obrigatórios em uma área que é considerada de vital importância para o país. ,

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O secretário de Estado da Fazenda em SC, Cleverson Siewert, disse ao deputado Darci de Matos nesta segunda-feira que a proposta deve receber emendas sugeridas pelos governadores do Sul e Sudeste, que integram o Cosud – mas confirmou que o programa será importante para garantir fluxo de caixa e estabilidade financeira ao Estado.

Atualmente, as dívidas estaduais somam mais de R$ 765 bilhões. Do total, 90% correspondem aos débitos de apenas quatro estados> Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.