Qual a obra apontada como prioridade em macrodrenagem em Joinville

Apenas uma das 20 obras previstas em plano foi executada

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Joinville enfrentou alagamentos com as chuvas de sábado (foto: Coredec/Joinville, Divulgação)

A obra considerada mais importante em macrodrenagem em Joinville indicada em diagnóstico concluído há mais de uma década continua sem estimativa de sair do papel, assim como a execução do plano em geral. Trata-se do aumento de capacidade de escoamento do rio Cachoeira, com dragagem, contenções laterais, substituições de pontes e retificação de canais – a aplicação de uma ou mais dessas medidas depende do segmento. “A calha principal do rio Cachoeira deve ser prioritária para a implantação das obras”, apontou o Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), de 2011. Neste sábado, o Cachoeira esteve entre os pontos com alagamento da cidade.

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 O PDDU apontou 20 obras de macrodrenagem para a bacia do Cachoeira, sendo cinco delas no próprio rio. Em valores atualizados, o pacote só do rio Cachoeira tem custo acima de R$ 1,2 bilhão – por causa da soma elevada, as intervenções foram fatiadas. No entanto, os estudos sobre a macrodrenagem do rio com leito de 14 quilômetros de extensão, em boa parte na área urbana, não foram adiante.

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Em outra iniciativa, a Secretaria de Infraestrutura de Joinville fez análise preliminar sobre o desassoreamento do Cachoeira, em trecho entre o terminal Norte e o Espinheiros: a necessidade de remoção de sedimentos foi calculada em 500 mil metros cúbicos. Houve visitas a outras cidades, para avaliação da dragagem de rios urbanos. No caso do Cachoeira, o desafio é a definição de área para levar os sedimentos, o bota-fora.

O prefeito Adriano Silva aponta a dragagem do Cachoeira como necessária, para baixar a profundidade em dois metros, ao menos, com a retirada dos sedimentos depositados no leito. No entanto, o prefeito de Joinville alegou que não havia como prever o início dos trabalhos por causa da indefinição do bota-fora.

Plano Diretor

O Plano Diretor de Drenagem Urbana de Joinville teve execução de uma das 20 obras previstas. Sai apenas a macrodrenagem do rio Morro Alto (rua Timbó). As obras do rio Mathias foram iniciadas em 2014 e paralisadas em 2020 – a retomada vai depender dos resultados de perícia a ser concluída em fevereiro. O próprio PDDU está em revisão, a ser concluída até o final de 2025.

Há projetos executivos em andamento para os rios Itaum, Itaum-mirim, Bucarein e Jaguarão. Dessa lista, a macrodrenagem com mais possibilidades de ser iniciada é do Jaguarão, em segmento entre a rua Rio Grande do Sul e a foz do rio junto ao Cachoeira. A obra tem convênio de R$ 206 milhões com o governo federal, por meio do PAC, a serem repassados a fundo perdido. Para as demais, não há previsão de fonte de recursos.

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Ainda no setor de macrodrenagem, estão em elaboração plano diretores para os rios Piraí e Cubatão e para as vertentes Leste e Sul. A maior obra de dragagem em Joinville está sendo realizada no rio Águas Vermelhas, em investimento próximo de R$ 35 milhões (obras e supervisão).

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