Indicado a seis categorias no Oscar, “Anora” é a mais recente comédia de Sean Baker. O diretor, conhecido por abordar histórias de grupos marginalizados, apresenta um filme que mistura prostituição, contos de fadas e um toque de cultura russa.
A trama acompanha uma dançarina e prostituta de Nova York que se casa com um cliente. Porém, o sonho de felicidade do casal enfrenta obstáculos quando a poderosa família russa do noivo rejeita a relação.
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Dessa forma, o conto de fadas da protagonista desmorona, dando lugar a grandes desafios. “Levamos o público por uma montanha-russa de tons e, às vezes, gêneros”, afirma Sean Baker à crítica Isabela Boscov, no YouTube.
Premiado com a Palma de Ouro no festival de Cannes, “Anora” é um dos favoritos para o Oscar. Na disputa de Melhor Filme, por exemplo, ele concorre com o brasileiro “Ainda Estou Aqui”.
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Curiosidades sobre “Anora”
O filme teve seis indicações ao Oscar. São elas: Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Direção e Melhor Montagem.
Sean Baker investiu em um intenso processo de pré-produção para o filme. Essa preparação ajudou os atores a se aprofundarem nos personagens e improvisarem durante as gravações.
“O tempo gasto na pré-produção fez com que todos estivéssemos na mesma página ao começar a filmar”, diz o diretor.
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Mikey Madison, que faz o papel da protagonista, descreve a experiência como única. “Sean queria que eu fizesse parte do processo criativo, algo que nunca tinha feito antes”, comenta.
Baker escolheu a atriz por seu trabalho em Pânico 5 (2022) e Era Uma Vez em Hollywood (2019). “Percebi que ela sabia gritar, e eu precisava disso”, explica o diretor. Após essa decisão, passou um ano escrevendo o roteiro pensando nela como a protagonista.
“Parte disso é intuição. Ela mostrou intensidade nos dois papéis, e eu precisava dessa energia”, acrescenta Baker.
Reação da crítica
Com orçamento de US$ 6 milhões, “Anora” é o segundo filme mais barato entre os indicados a Melhor Filme. Apesar disso, conquistou 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, ficando atrás apenas de “Ainda Estou Aqui”.
A atuação de Mikey Madison, somada à direção de Sean Baker, foi amplamente elogiada. “O filme é muito engraçado, até que te acerta no estômago com um final belíssimo”, afirma Esther Zuckerman, do site de entretenimento The Daily Beast.
Kevin Maher, do Times, também destaca o desfecho surpreendente. “Justamente quando você acha que entendeu tudo, Baker te surpreende com uma cena final de comovente seriedade.”
Para Bilge Ebiri, da New York Magazine, “Anora” é encantador, mas retrata personagens lutando pela sobrevivência. “Eles só conseguem ter sucesso quando trabalham juntos”, conclui.
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