A doença desconhecida que já matou 67 pessoas e causou 1.365 registros desde o início de janeiro na República Democrática do Congo pode ter sido causada por envenenamento da água, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Duas vilas da província de Équateur, no Noroeste do país, são as principais atingidas pelo surto. As informações são do O Globo.
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A afirmação é do chefe de emergências da OMS, Mike Ryan, que afirmou que as indicações de que “há um nível muito forte de suspeita de um evento de envenenamento relacionado a uma fonte de água” são das autoridades do Congo. Uma investigação está em andamento.
Os sintomas, segundo Ryan, são parecidos com doenças causadas por toxicidades, “seja de uma perspectiva biológica, como uma meningite, ou de uma exposição química”. Já foram analisadas cerca de 571 amostras de sangue para tentar identificar a doença. Dessas, 54,1% testaram positivo para malária.
Quais são os sintomas?
Os sintomas da doença ainda desconhecida são febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares, dores abdominais, diarreia, sudorese, tontura, falta de ar e agitação. Para o diretor médico do Hospital Bikoro, Serge Ngalebato, a preocupação principal é em relação ao intervalo de tempo entre o início dos sintomas e as mortes. Isso porque metade dos óbitos aconteceram em até 48 horas.
Pode virar uma nova pandemia?
Segundo um comunicado da OMS, divulgado na segunda-feira (3), o risco de proliferação da doença nos vilarejos é considerado moderado, enquanto no país e no mundo, o risco é baixo. Apesar das suspeitas de envenenamento, as causas ainda são investigadas e ainda “indeterminadas”. A meningite e a intoxicação pela “alta carga de malária” também são consideradas.
Cerca de 431 casos e 53 mortes haviam sido registradas até o dia 16 de fevereiro. O outro surto iniciou no dia 21 de janeiro e foi notificado no dia 13 de fevereiro, na zona sanitária de Basankusu, no vilarejo de Bomate. No local, foram registradas 45 mortes e 419 casos. Grande parte das pessoas morreu também em até 48h.
No início do ano, em 12 de janeiro, outro surto também foi registrado, com oito mortes em 12 casos, mas nenhuma ligação entre esse e o outro foco foi confirmada pela OMS. A primeira explosão de casos teria começado quando crianças comeram um morcego. Agora, segundo a organização, a tendência é que os casos e mortes diminuam.
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