Um dia após a morte do papa Francisco, confirmada na segunda-feira (21), os preparativos para o Conclave já começaram, diz o cardeal catarinense Dom João Braz de Aviz. Natural de Mafra, ele é um dos três bispos de Santa Catarina que podem participar da cerimônia de escolha do novo pontífice.
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Conforme a regra da Igreja Católica, cardeais com menos de 80 anos possuem o direito a voto em um eventual conclave. Os catarinenses são, além de Dom João, de 77 anos, Leonardo Steiner, 74, e Jaime Spengler, 64, das cidades de Forquilhinha e Gaspar, respectivamente.
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Segundo Dom João, as reuniões preparatórias para o conclave começaram às 9h desta terça-feira (22), sem previsão para término. Normalmente, o início do planejamento para a cerimônia acontece logo após a morte dos pontífices e a previsão é de que aconteça entre 15 e 20 dias.
— Ainda não sabemos quanto vão durar porque são reuniões preparatórias. Depois disso, então, veremos o que a Santa Sé vai programar. Agora, temos aqueles cardeais que estão à frente, que vão levando, por determinação das próprias regras do Vaticano, os documentos e vão conduzindo este momento — contou o cardeal à Rede Vida ainda na segunda-feira.
O catarinense também explica que os responsáveis pelos comunicados e pela organização da preparação do conclave já foram nomeados. Os trabalhos executados pelo grupo vão desde a definição do funeral do então papa até a realização do conclave, ainda sem data para ocorrer.
Após a primeira reunião, que aconteceu na manhã desta terça-feira (22), o funeral do papa Francisco ficou marcado para o sábado (26), a partir das 5h, no horário de Brasília (10h no horário local), de acordo com o Vaticano.
Surpresa com a morte do papa Francisco
Apesar dos mais de 30 dias de internação e a saúde debilitada do papa Francisco, a morte do pontífice foi uma surpresa para Dom João.
— Nenhum de nós esperava que [aconteceria] nesse ambiente da Páscoa e tivéssemos essa notícia. [A surpresa] porque ontem [domingo] ele apareceu em público, abençoou as crianças, os doentes, deu a benção para todo mundo e, de repente, de manhã esta notícia — lamenta o cardeal.
O catarinense fez questão de destacar o perfil que Jorge Bergoglio teve como papa. Definiu o argentino como um pontífice carismático, algo que, segundo ele, era necessário na igreja.
— [A morte] foi uma surpresa e o que fica no coração é uma gratidão enorme a Deus por esta figura tão luminosa, oportuna e necessária para a igreja nesse momento — diz.
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