A Havan acertou a compra da Villa Renaux, um casarão histórico em Brusque que serviu de lar para o ex-cônsul Carlos Renaux – primeiro intendente (cargo na época equivalente ao de prefeito) da cidade. A venda do imóvel foi autorizada pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira, responsável pelo processo de falência da indústria Carlos Renaux, em despacho publicado no dia 25 de abril.
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A coluna já havia relevado em janeiro que a rede varejista de Luciano Hang havia apresentado uma proposta de R$ 8 milhões pelo imóvel, um dos poucos patrimônios ainda ligados à massa falida da antiga companhia. Ao manifestar o interesse, a empresa lembrou que já havia comprado, em 2017, o parque fabril e outros imóveis que pertenciam à fábrica. As construções foram restauradas e estão sendo alugadas para outras empresas, em uma espécie de condomínio industrial.
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No caso da Villa Renaux, o negócio foi fechado por R$ 8,32 milhões – R$ 320 mil a mais do que a proposta original apresentada pela Havan. O valor acompanhou um laudo de avaliação encomendado pela leiloeira Elizabete Ubialli.
Do montante arrecadado, a massa falida da Carlos Renaux ficará com 80%, com a expectativa de pagamento de credores. Já Vitor Renaux Hering, herdeiro de Maria Luiza Renaux e que atualmente detém a posse da casa, ficará com os outros 20%.
Erguido em 1932, o imóvel soma 768 metros quadrados de área construída, distribuídos em duas edificações – o casarão principal e outra casa de serviços. O terreno tem área de 55 mil metros quadrados.
A varejista sinaliza que, assim como fez com outros imóveis antigos da Renaux, pretende restaurar e preservar o valor histórico da casa, inclusive com a possibilidade de permitir o acesso público para visitação.
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