Janja da Silva falou sobre manifestação a Xi Jinping em viagem à China (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)
A primeira-dama Janja da Silva admitiu nesta segunda-feira (19) uma “quebra de protocolo” ao pedir a palavra durante jantar oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente China, Xi Jinping, na última semana, em Pequim. A manifestação dela causou polêmica após o vazamento do relato da situação e uma crítica pública de Lula, que saiu em defesa de Janja.
A primeira-dama teria pedido a palavra para defender a regulamentação das plataformas digitais. Segundo colunistas do portal g1, Andrea Sadi e Valdo Cruz, não havia previsão de fala de Janja no evento e a situação teria sido encarada como “constrangedora” pelos participantes.
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Em um evento do Ministério dos Direitos Humanos sobre o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, Janja abordou o episódio ao falar sobre o tema do encontro.
Veja as trocas de ministros do governo Lula
Wolney Queiroz (à esquerda), ex-número 2 do Ministério da Previdência, assumiu a pasta no lugar de Carlos Lupi (à direita) após denúncias de fraude em pagamentos do INSS (Fotos: Lula Marques, Agência Brasil)Frederico de Siqueira Filho (à esquerda) assumiu Ministério das Comunicações na vaga de Juscelino Filho, que deixou o cargo após denúncias envolvendo aplicação de emendas parlamentares (Fotos: Antônio Cruz e Valter Camapanato, Agência Brasil)Alexandre Padilha (à esquerda) deixou Secretaria de Relações Institucionais para assumir a Saúde e foi substituído no cargo de articulação política pela deputada federal Gleisi Hoffmann, à direita na imagem (Fotos: Marcelo Camargo, Agência Brasil / Câmara dos Deputados, Divulgação)Nísia Trindade, ex-ministra da Saúde, deixou a função por decisão de Lula para a entrada do aliado Alexandre Padilha (Fotos Lula Marques, Agência Brasil Marcelo Camargo, Agência Brasil)Paulo Pimenta, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), deixou o cargo em janeiro para a entrada do marqueteiro Sidônio Palmeira (Fotos Wilson Dias, Agência Brasil Marcelo Camargo, Agência Brasil)Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, foi demitido após denúncias de importunação sexual; foi substituído por Macaé Evaristo (Fotos Lula Marques, Agência Brasil Ricardo Stuckert, PR)Flávio Dino, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, saiu da função após ser indicado ministro do STF; Ricardo Lewandowski assumiu o posto (Fotos Lula Marques, Agência Brasil Joédson Alves, Agência Brasil)Márcio França, ex-ministro de Portos e Aeroportos, deu lugar ao deputado Silvio Costa Filho e foi remanejado para uma nova pasta, o Ministério de Micro e Pequenas Empresas (Fotos Fábio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil)Ana Moser, ex-ministra do Esporte, foi retirada do cargo para a entrada de André Fufuca, indicação política do PP de Arthur Lira(Fotos Wilson Dias, Agência Brasil e Fábio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil)Daniela Carneiro, ex-ministra do Turismo, saiu da pasta em julho de 2023 após romper com o União Brasil e deu lugar a Celso Sabino (Fotos Lula Marques, Agência Brasil e Joédson Alves, Agência Brasil)General Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), deixou cargo em abril de 2023 após polêmicas sobre o 8 de janeiro; foi substituído pelo general Marcos Amaro (Fotos Lula Marques e Antônio Cruz, Agência Brasil)
“Em nenhum momento eu calarei a minha voz para falar sobre isso. Em nenhum momento, em nenhuma oportunidade. Não há protocolo que me faça calar se eu tiver uma oportunidade de falar sobre isso com qualquer pessoa que seja, do maior grau ao menor grau, do mais alto nível à qualquer cidadão comum”, afirmou a primeira-dama.
Regulamentação das redes
Janja citou especificamente a fala dela ao presidente Xi Jinping e disse que ocorreu após uma manifestação de Lula sobre uma rede social.
“Eu quero dizer que eu, como mulher, não admito que alguém me dirija dizendo que eu tenho que ficar calada. Eu não me calarei quando for para proteger a vida das nossas crianças e dos nossos adolescentes”, disse.
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No evento com o presidente chinês, Janja defendeu a responsabilização das plataformas digitais no Brasil como forma de combater crimes contra crianças e adolescentes. Ela apoia a proposta de regulamentação das redes, tema que enfrenta resistência no Congresso Nacional, especialmente no campo da direita.
“As redes sociais, os jogos online, os grupos de mensagem, todos os espaços digitais fazem parte do cotidiano dos nossos filhos, das nossas crianças e adolescentes e, como qualquer espaço, há riscos. A violência virtual, o aliciamento, o bullying digital e o acesso a conteúdos impróprios e criminosos podem acontecer a qualquer momento”, afirmou.