Empresas de pescado de Santa Catarina e outros seis Estados receberam agentes da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (17) para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Elas são investigadas por usarem selos sanitários falsos e comercializar os alimentos adulterados, prejudicando também os consumidores.
Conforme a PF, a investigação começou depois que o Ministério da Agricultura fez uma fiscalização em uma empresa de Penha. Lá, encontrou indícios de falsificação de selos do Serviço de Inspeção Federal. A partir de então, foram mapeados outros negócios que também estariam utilizando esses selos, além de notas fiscais falsificadas.
A organização criminosa atendia empresas de 21 cidades brasileiras em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Bahia. Com o aprofundamento das investigações, foram encontradas alterações nos produtos como adição de água, substituição de espécies de pescados, uso de espécies proibidas ou capturadas em períodos não autorizados, além da comercialização de produtos sem a devida autorização dos órgãos competentes.
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Os crimes que estão sendo investigados são de associação criminosa, falsificação de selo público, falsidade ideológica, uso de documento falso, adulteração de alimentos, crimes ambientais, crimes contra a ordem tributária e contrabando.
Os nomes das empresas não foram divulgados pela PF, que em Santa Catarina esteve em Penha (sete mandados), Navegantes, Barra Velha (cinco mandados cumpridos), Itajaí (quatro), Balneário Piçarras (dois), Itapema, Gaspar e São José (um).
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