Salários atrasados fazem Avaí se equilibrar entre a cobrança e a confiança

Avaí vive momento delicado na temporada, com salários atrasados e queda de rendimento do time na Série B

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Presidente do Avaí, Júlio Heerdt, concedeu coletiva nesta quarta na Ressacada para tratar dos salários atrasados no clube (Leandro Boeira, Avaí FC)

Presidente do Avaí, Júlio Heerdt, concedeu coletiva nesta quarta na Ressacada para tratar dos salários atrasados no clube (Leandro Boeira, Avaí FC)

A entrevista coletiva do presidente do Avaí, Júlio Heerdt, teve um aspecto mais positivo que foi a transparência para tratar publicamente o assunto salários atrasados.

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A questão já era pública e o dirigente colocou tudo com clareza, detalhando o que era devido e quando iria pagar. O Avaí estabelece dia 31 de julho como prazo para colocar tudo em dia e até lá o assunto fica momentaneamente esquecido.

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Por outro lado teve um dirigente numa condição difícil, tentando se equilibrar entre a cobrança necessária num momento de queda da equipe e a igual necessidade de estabelecer um discurso público de confiança nos jogadores e na comissão técnica – que são os credores dos salários atrasados, mas que nas últimas rodadas ficaram devendo futebol e resultados.

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Ao dizer “confio no grupo e na comissão técnica, como eles confiam em mim para buscar os recursos para colocar tudo em dia” o presidente do Avaí está fazendo não só o discurso externo, explicando para a imprensa e para a torcida, mas também o discurso interno. Traduzindo, é uma espécie de “espero deles resultados e reação, como eles esperam de mim o dinheiro dos salários”.

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É uma forma de tratar a questão para quem se sente em dívida e não pode cobrar com mais veemência o desastre da última segunda-feira, a atuação fraca, sem competitividade, diante do Athletic, que deu ao Avaí a pior (4×0) derrota do ano – contra uma equipe que estava na zona de rebaixamento da Série B.

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Era hora de cobrar forte. Afinal, o que está acontecendo? Por que o Avaí tive uma atuação tão fraca num momento tão importante? Mas para quem está devendo o mês, e provavelmente só vai pagar depois que o próximo mês vencer, era preciso mesmo fazer um exercício de equilíbrio entre as duas coisas.