Economista demitida por Trump após divulgar dados de empregos teve apoio de republicanos

Nomes como JD Vance, vice-presidente de Trump, e Marco Rubio, votaram a favor no Senado para confirmá-la no cargo em janeiro de 2024

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Trump mostrou irritação sobre os dados em uma rede social (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

A líder da agência responsável pelo relatório mensal de empregos dos Estados Unidos, Erika McEntarfer, foi demitida na última sexta-feira (1°) por Donald Trump após a divulgação de dados com o número abaixo do que o esperado por analistas nas contratações em julho e revisões para baixo em maio e junho. O presidente americano acusou Erika de manipular os números, sem apresentar provas. As informações são do g1.

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As reclamações de Trump foram publicadas em sua rede social própria Truth Social, onde ele destacou o fato de Erika ter sido indicada pelo governo de Joe Biden.

“Precisamos de números de emprego precisos. Ordenei à minha equipe que demitisse essa indicada política de Biden, imediatamente. Ela será substituída por alguém muito mais competente e qualificado”, escreveu Trump.

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De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estatísticas Trabalhistas, a economia americana criou 73 mil empregos em julho, com 258 mil empregos a menos em maio e junho. A taxa de desemprego subiu para 4,2% em julho.

De acordo com um funcionário do governo de Trump, a Casa Branca não está satisfeita com o tamanho das revisões recentes e com a queda nas respostas às pesquisas, um problema que, segundo ele, começou durante a pandemia.

— Existem esses problemas subjacentes que estão se acumulando há anos e que não foram corrigidos […] Os mercados, as empresas e o governo precisam de dados precisos e, tipo, simplesmente não estávamos recebendo isso — disse, de forma anônima.

Erika estava no cargo há um ano e meio

A agora ex-líder da Bureau of Labor Statistics estava no cargo há um ano e meio, e já havia trabalhado no Centro de Estudos Econômicos do Census Bureau, no Departamento do Tesouro (setor de política tributária) e no Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca.

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Ela foi recomendada ao cargo pelo Comitê do Senado de Saúde, Educação, Trabalho e Previdência e, por uma votação no Senado americano de 86 a 8, conseguiu o posto. JD Vance, vice-presidente de Trump, e Marco Rubio, foram alguns dos nomes que votaram para confirmá-la ao cargo.

Entre os motivos apresentados por ex-comissários, membros de associações estatísticas e economistas credenciados para a escolha de Erika ao cargo, está a formação dela. Erika possui bacharelado em Ciências Sociais pela Bard College e doutorado em Economia pelo Virginia Polytechnic Institute and State University (Virginia Tech).

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“As várias razões para confirmar rapidamente McEntarfer como nova líder do BLS se resumem a isto: a agência, assim como o sistema estatístico inteiro, atravessa um período intenso de mudanças, e a vasta experiência de pesquisa e estatística dela a habilita a ser a líder que o departamento precisa para enfrentar esses desafios”, escreveram.

Críticas à demissão

Diversos nomes políticos criticaram a demissão de Erika, como William Beach, ex-líder do BLS, nomeado por Trump em 2019. Para ele, a demissão é “sem fundamento” e “estabelece um precedente perigoso e mina a missão estatística da agência”.

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A ex-economista-chefe do Departamento do Trabalho, Sarah J. Glynn, compartilha de uma opinião parecida, afirmando que Erika tinha uma ” reputação impecável como alguém preocupada com a exatidão dos dados, e não como alguém que dá conotação política ao seu trabalho”.

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