Ex-prefeita de cidade de SC teria recebido propina no meio da rua, aponta o MP

Supostos crimes teriam ocorrido durante o segundo mandato no Meio-Oeste

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Ex-prefeita teria recebido propina para favorecer empresa de asfalto em SC

Milena Andersem foi eleita prefeita de Vargem em 2016 e reeleita em 2020 (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Milena Andersen Lopes (PL), ex-prefeita de Vargem, no Meio-Oeste, e ex-presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), foi um dos alvos de busca e apreensão da Operação Via Clandestina, na manhã desta terça-feira (5). Durante a gestão 2021-2024, ela teria recebido propina para favorecer uma construtora em contratos para asfaltamento de vias públicas no município, conforme apuração do jornalista da NSC Raphael Faraco.

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Além de Milena, os alvos da operação incluem o empresário da construtora e endereços da empresa e da prefeitura de Vargem. O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) apura crimes de corrupção ativa e passiva, com pactuação de vantagens indevidas, mediante favorecimentos recíprocos.

De acordo com o MP, o nome da operação faz referência à suspeita de encontros clandestinos e previamente agendados entre os investigados, em vias públicas, para repasse de propina.

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Em fevereiro deste ano Milena foi nomeada secretária-adjunta na Secretaria estadual de Assistência Social, Mulher e Família. Os supostos crimes pelos quais ela é investigada não têm relação com o cargo atual dela no governo estadual, e sim com o segundo mandato como prefeita de Vargem.

Em nota, o governo estadual disse que não foi notificado oficialmente sobre as pessoas investigadas. A prefeitura de Vargem informou que foi alvo de mandados de busca na manhã desta terça e reforçou que os supostos crimes não envolvem a atual gestão. Já a Fecam, da qual Milena foi presidente em 2023, informou que a investigação “não envolve a atuação da Federação”.

A defesa de Milena Andersen Lopes afirmou em nota que ainda não obteve acesso aos autos, que tramitam em segredo de justiça, e disse que a ex-prefeita “está tranquila e à disposição das autoridades”. (Veja as notas completas abaixo).

O NSC Total entrou em contato com a construtora para posicionamento, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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Veja fotos da operação

O que se sabe sobre a operação “Via Clandestina”

Deflagrada na manhã desta terça-feira pelo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), a operação tem como objetivo investigar possíveis crimes de corrupção ativa e passiva em contratos de pavimentação asfáltica feitos em Vargem. No total, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em cidades da Grande Florianópolis, Serra e Meio-Oeste.

De acordo com o MP, o cumprimento dos mandados foram feitos em Vargem, Campos Novos, Lages e São José. Durante o cumprimento dos oito mandados de busca e apreensão, foram apreendidos documentos e mídias relevantes para a investigação, conforme o órgão. A operação contou com o apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina.

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O que diz a defesa da ex-prefeita de Vargem

“A defesa de Milena Andersen Lopes, diante dos fatos noticiados na imprensa na data de hoje, relativos à Operação Via Clandestina, que foi levada a efeito pelo GAECO/GEAC, informa que requereu, mas ainda não obteve, acesso aos autos, que tramitam em segredo de justiça.

Antecipa que Milena Andersen Lopes está tranquila e à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários, confiante na atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário.”

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O que diz a Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família

Como a investigação não envolve nenhuma ação do Governo do Estado, não fomos notificados oficialmente, como instituição, sobre quem são as pessoas investigadas. Por isso, não temos como responder no momento.”

O que diz a prefeitura de Vargem

“Na manhã desta terça-feira (5), a Prefeitura de Vargem recebeu o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas – GAECO, do Ministério Público de Santa Catarina, que cumpriu diligências relacionadas à Operação “Via Clandestina”, investigação que apura fatos ocorridos em gestões anteriores.

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A atual administração reforça que colaborou plenamente com o trabalho dos agentes, fornecendo todas as informações e documentos solicitados, cumprindo o dever de órgão público, que preza pela legalidade e pela transparência de seus atos.

Importante destacar que a investigação não tem relação com a atual gestão e segue sob responsabilidade exclusiva do Ministério Público de Santa Catarina.

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A administração municipal reitera seu compromisso com a ética, a transparência e o respeito às instituições.”

O que diz a Fecam

Sobre a operação “Via Clandestina”, deflagrada nesta terça-feira (5) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), a Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (FECAM) informa que não se manifestará sobre investigações em curso.

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Ressaltamos que, conforme as informações disponíveis até o momento, a referida operação não envolve a atuação da Federação, nem diz respeito à sua estrutura ou às atividades desenvolvidas pela entidade.

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