Motta afirma que não vê clima na Câmara para “anistia ampla, geral e irrestrita”

Aliados do ex-presidente ocuparam Congresso na última semana para pressionar em relação a pautas como a da anistia

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Hugo Motta

Presidente da Câmara defende projeto alternativo para caso (Foto: Lula Marques, Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse em uma entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14) que não vê um ambiente dentro da Casa para anistia “ampla, geral e irrestrita”. A pauta é defendida pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do g1.

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Aliados do ex-presidente ocuparam os plenários da Câmara e do Senado na última semana para pressionar pela aprovação de um pacote de medidas, que incluía a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O movimento foi encerrado, mas líderes da oposição defendem que a pauta segue sendo uma prioridade.

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— Um projeto auxiliar começou a ser discutido ainda no semestre passado, que não seria uma anistia ampla, geral e irrestrita. Eu não vejo dentro da Casa um ambiente para, por exemplo, anistiar quem planejou matar pessoas, não acho que tenha esse ambiente dentro da Casa — disse Motta, em entrevista à GloboNews.

Uma operação da Polícia Federal revelou a existência de uma operação chamada Punhal Verde Amarelo, ligada à trama golpista. A ação previa o assassinato de autoridades como o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes.

O plano seria um desdobramento do golpe de Estado em 2022, caso ele fosse consumado, e faz parte da ação penal da trama golpista, em julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Motta afirma que existe uma preocupação com participantes envolvidos nos atos de 8 de janeiro que receberam penas altas, que poderiam se beneficiar de uma revisão e progredir para regimes mais brandos.

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— Há uma preocupação, sim, com pessoas que não tiveram um papel central, que pela cumulatividade das penas acabaram recebendo penas altas. Há uma certa sensibilidade acerca dessas pessoas que poderiam numa revisão de penas poder, de certa forma, receber, quem sabe, uma progressão e ir para um regime mais suave, que não seja um regime fechado — prosseguiu.

Segundo um levantamento feito pelo STF a pedido do g1, dos mais de 1,4 mil presos no 8 de janeiro, 141 continuam na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar.

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O presidente da Câmara acredita que um projeto alternativo, que não seja uma anistia, pode ter um “ambiente melhor” entre os partidos de oposição e da base governista. Ele também reforçou a possibilidade de retomar as discussões sobre esse projeto alternativo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com representantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

— Ninguém quer fazer nada na calada da noite, de forma atropelada. O que aconteceu no 8 de janeiro foi muito grave e isso precisa ficar registrado para que — assim como aconteceu na última semana, no plenário da Casa — esses episódios não voltem a se repetir — destacou.

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