O pesadelo do Racing na derrota por 1 a 0 para o Peñarol, pela Libertadores, não foi só dentro de campo. Depois de ver o time perder, os torcedores foram impedidos de sair do Estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu, no Uruguai, e ficaram oito horas seguidas presos no local. O período foi marcado por violência policial, clima hostil e disparos de tiros e rojões.
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O clima tenso na torcida visitante já começou na chegada ao país. Segundo informações do jornal argentino Olé, a polícia local realizou revistas forçadas, o que acabou atrasando a entrada dos torcedores no Uruguai.
Em tentativa de garantir segurança para a partida, o Ministério do Interior do Uruguai determinou que todos os torcedores do Racing teriam que ir juntos ao estádio. Para isso, a polícia organizou ônibus que saíram do Parque Roosevelt em direção ao Campeón del Siglo.
Uma torcedora relatou em entrevista ao Metrópoles que os visitantes foram forçados a entrar no Estádio Campeón del Siglo às 16h, cinco horas e 30 minutos antes do início da partida. Segundo depoimento, a comida, bebida e água das barracas do setor visitante acabaram duas horas antes da bola rolar.
O clima hostil perdurou durante a partida, e parece ter afetado os jogadores do Racing, que não conseguiram levar perigo ao Peñarol e perderam por 1 a 0. Depois do apito final, o “descontrole tomou conta”, relatou um torcedor.
Disparos de tiros de bala de borracha para o alto, gás de pimenta e rojões: a polícia uruguaia instaurou o caos na torcida visitante, e agiu com violência quando os torcedores do Racing se aglomeraram para sair do estádio após o fim do jogo da Libertadores.
A polícia impediu a torcida argentina de deixar o local, inclusive crianças, e abriram os portões do estádio apenas às 2h da madrugada. Os visitantes foram obrigados a ficar mais de oito horas nas arquibancadas; por grande parte desse tempo sem água e comida.
Para o presidente do Racing, Diego Milito, o Ministério do Interior do Uruguai leva a culpa da situação deplorável.
“Tenho uma mistura de enjoo e tristeza. Quero pedir desculpas para os torcedores do Racing, mas foi algo que excedeu do nosso controle. É de responsabilidade do Ministério do Interior do Uruguai”, disse.





