A mulher que foi esquartejada e teve as partes do corpo escondidas em uma mala, deixada em uma estação rodoviária, e o suspeito do crime se conheceram em um abrigo de Porto Alegre (RS) durante as enchentes em maio de 2024, segundo a cunhada da vítima. O homem segue preso preventivamente. As informações são da GZH.
Ricardo Jardim, de 66 anos, foi preso na quinta-feira (4). O relacionamento com Brasília Costa, de 65 anos, terminou em outubro do ano passado. Porém, há cerca de cinco meses, eles teriam retomado, afirma Raquel Costa, cunhada da vítima.
Divorciada, Brasília não tinha filhos, era “reservada” e “gostava de ficar sozinha”. A gaúcha era natural de Arroio Grande, no sul do Estado, e gostava de ser chamada de Bia. O companheiro nunca foi apresentado à família da mulher.
Já o públicitário teria dito que tinha problemas com a mãe e os filhos, por isso não gostava de sair. Ele foi condenado por matar a mãe em 2015 e depois concretar o corpo dela.
— Ela (Brasília) sempre foi de ficar o final de semana todo aqui em casa. Vinha sexta e ia embora só domingo. Depois que estava com ele, ela não vinha mais e ficava. A última vez que ela veio foi em julho. E só almoçou com a gente e foi embora. Ele começou a mandar mensagem dizendo que ela tinha que ir — relata a cunhada
De acordo com a Polícia Civil, até a publicação desta reportagem o suspeito não havia constituído defesa.
O suspeito teria enviado mensagens pelo celular da vítima para familiares depois do crime, o que fez com que amigos e familiares não suspeitassem que algo estava errado. O homem esquartejou a vítima e escondeu partes do corpo em diferentes lugares, sendo que a cabeça ainda não foi localizada. A etapa é importante para a realização da identificação completa e para a análise da causa da morte.
Relembre o caso
Parte do corpo de uma mulher foi encontrada dentro de uma mala no guarda-volume da Estação Rodoviária de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na manhã de segunda-feira (1º). A bagagem, segundo os investigadores, foi achada por funcionários após um forte odor vindo do local.
Através de imagens de câmeras de segurança, é possível ver o homem usando máscara, bonés e luvas deixando a mala no setor de guarda-volumes da rodoviária no dia 20 de agosto. A bagagem foi registrada para retirada por uma segunda pessoa, que prestou depoimento à polícia. Segundo as investigações, ele não teria relação com o caso.
Após sentirem cheiro forte, funcionários levaram a mala para um local de descarte de lixo e encontraram o tronco humano envolto em sacos plásticos pretos. Eles acionaram a Polícia Civil imediatamente.
No dia 13 de agosto, braços e pernas foram localizados na Rua Fagundes Varela, no bairro Santo Antônio, em Porto Alegre. Depois do tronco encontrado na mala na rodoviária, o Instituto-Geral de Perícia afirmou que os dois crimes possuem relação, já que o tronco e os restos mortais possuem o mesmo material genético.
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