No segundo dia de greve, Celesc pede fim da paralisação para avanço das negociações

Greve iniciou nesta segunda-feira (22) com discrepâncias entre sindicato e empresa sobre número de funcionários que aderiram ao movimento

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Trabalhadores entraram em greve na segunda-feira (Foto: Mauricio Vieira/Secom)

A greve dos trabalhadores da Celesc entrou no segundo dia nesta terça-feira (23), com acompanhamento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para que os consumidores não sejam prejudicados pela paralisação, especialmente aqueles que moram em regiões atingidas por temporais e por um tornado no domingo (21).

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O Sindicato dos Trabalhadores Eletricitário (Intercel) afirma que 90% da categoria aderiu à paralisação. A Celesc, por outro lado, afirma que a adesão é de 64%. A reivindicação dos trabalhadores é por melhores salários e pela garantia de direitos iguais para todos que atuam na empresa.

Nesta terça, o Ministério Público se reuniu com representantes da Celesc para se inteirar da situação, com informações sobre o número de atendentes em greve, o total de agências abertas e o impacto real no atendimento à população. De acordo com o órgão, a Celesc garantiu que não serão feitos cortes de energia durante a greve e e que os atendimentos de urgência continuam.

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“Os call centers estão funcionando para receber os interesses dos consumidores. Então, se você tiver algum problema, ele pode ser resolvido por eles ou mesmo pelos totens de algumas agências que estão abertas conforme a regulamentação da concessionária”, afirmou a promotora de Justiça Priscila Teixeira Colombo.

Celesc pede encerramento da greve

Em nota, a Celesc afirmou que respondeu nesta terça-feira (23) à correspondência enviada pelo sindicato na segunda-feira, onde a entidade havia comunicado a rejeição, em assembleia, da proposta apresentada pela empresa e deliberou pela continuidade da greve.

Por isso, o órgão pediu para que a paralisação se encerre para que as negociações avancem “de forma produtiva e equilibrada, visando à construção de um acordo que contemple de maneira justa os trabalhadores e garanta a qualidade dos serviços prestados à população catarinense”.

O que a Celesc propõe

De acordo com a Celesc, a proposta “contempla melhorias concretas nos benefícios e nas condições de trabalho”, incluindo:

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  • ampliação dos valores do vale-alimentação;
  • concessão de um vale extra no início de 2026;
  • reajuste salarial pelo índice de inflação;
  • atualização dos demais auxílios pelo mesmo índice.

Para a empresa, esses itens garantiriam a reposição integral da inflação em todos os direitos dos trabalhadores. A Celesc também se comprometeu em relação à estabilidade do quadro de pessoal, a renovação de benefícios tradicionais e a manutenção de programas de saúde, bem-estar e acessibilidade para todos os empregados, conforme a nota.

“A Diretoria da Celesc reafirma que sempre esteve – e continua – à disposição para o diálogo e para a construção conjunta de soluções que atendam aos interesses da empresa e de seus empregados”, finalizou a empresa.

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O que diz o sindicato

Ao NSC Total, o sindicato informou que aguarda a possibilidade de uma nova reunião entre os trabalhadores e a empresa.

“A partir do momento que a empresa quiser sentar conosco com o pessoal parado no portão da empresa pelo estado inteiro, a gente pode, sim, conversar”, afirmou o sindicato, reiterando que o movimento não irá parar sem negociação.

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Canais de contato online da Celesc

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