O Brasil tem que dar alguma coisa para Trump, diz analista de geopolítica

O analista Heni Ozi Cukier, conhecido como professor HOC, destaca importância de “trocas” para o êxito da reunião Lula-Trump

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Heni Ozi Cukier fez palestra para servidores da Fazenda de SC quarta-feira (Foto: Thiago Kauê, divulgação)

O setor empresarial brasileiro – em especial o catarinense – está com muita esperança de que a reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump, neste domingo, em Kuala Lumpur, na Malásia, resulte no encaminhamento do acordo para o fim do tarifaço ao Brasil. Mas apesar da da “química” entre os dois líderes políticos, existem dúvidas sobre o resultado do acordo. As dúvidas também são destacadas por analistas de geopolítica, como Heni Ozi Cukier, o professor HOC, que fez palestra para servidores da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina na última quarta-feira.  

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– Acho que tem dois aspectos importantes. Um é que Trump só faz acordo quando ele ganha alguma coisa, quando ele obtém uma vitória. E o Brasil tem que dar alguma coisa para essa vitória do Trump. O Brasil tem muitas coisas para dar para os Estados Unidos. Precisa ver se o Brasil já organizou, se tem essa clareza que Trump quer alguma coisa e o Brasil está disposto a dar alguma coisa. Isso é importante, mas não sei se já está articulado – afirmou o professor HOC.

Na opinião dele, uma opção pode ser também o governo brasileiro decidir comprar mais óleo diesel dos Estados Unidos do que da Rússia. O Brasil também pode oferecer terras raras, que são minerais estratégicos para os americanos, observou ele.

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O analista também ponderou sobre a questão política. Disse que a política internacional, hoje está muito conectada com a política doméstica. Observa que Lula pode ter maior interesse no acordo se o mesmo ajudar a melhorar a imagem dele, que disputará a eleição presidencial do ano que vem.

 Mas a última pesquisa Genial Quaest, divulgada em 8 de outubro, apurou que na opinião de 49% dos entrevistados Lula saiu mais forte após a conversa com Trump na ONU, em Nova York. Os outros contatos entre os dois líderes foram depois da realização dessa pesquisa.

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