Corte de espécie em extinção e desmatamento em área preservada são flagrados em Lages

Um dos flagrantes aconteceu após uma denuncia de corte de araucárias

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Toras de araucária cortadas ilegalmente foram encontradas em Rancho de Tábuas (Foto: CPMA, Reprodução)

Duas ocorrências de desmatamento e de corte ilegal de araucária foram registradas em Lages, na Serra Catarinense. Os casos foram atendidos pelo Comando de Polícia Militar Ambiental (CPMA), no sábado (25).

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Uma delas foi identificada após denúncia que relatava o corte de diversas araucárias e vegetação nativa na localidade de Rancho de Tábuas. 

No local, conforme informou a polícia, foram encontradas 25 toras de pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia), que está atualmente na lista de espécies ameaçadas de extinção, totalizando cerca de 20,73 metros cúbicos de madeira, que foram apreendidas. 

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O pinheiro-brasileiro é protegido por lei federal e considerado patrimônio natural do Sul do país. O corte ou exploração sem autorização configura crime ambiental. A pena para casos assim pode variar de um a três anos de prisão, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente, segundo a lei de crimes ambientais.

O proprietário do terreno será responsabilizado nas esferas administrativa e criminal, conforme prevê a legislação ambiental vigente.

Veja fotos do desmatamento flagrado

Desmatamento com retroescavadeira em área de preservação

Na localidade de Entrada do Campo, também no interior de Lages, a equipe flagrou uma ocorrência de desmatamento com o uso de uma retroescavadeira. Conforme informou o CPMA, foi constatada a remoção de vegetação nativa em área de preservação permanente (APP) e também em área fora de APP.

Foram feitos registros fotográficos detalhados e sobrevoo com drone para mapear a extensão dos danos ambientais. Tanto o proprietário da área quanto a empresa responsável pela terraplanagem responderão administrativamente e criminalmente pelas infrações ambientais.