Fumar apenas 2 cigarros por dia aumenta o risco de morte prematura em 60%

Cientistas provam que reduzir cigarro não elimina riscos à saúde; só parar protege

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Fumar apenas 2 cigarros por dia aumenta o risco de morte prematura em 60%

O erro de 'apenas reduzir': por que 2 cigarros por dia ainda matam (Foto: Reprodução)

Mesmo quem fumar apenas dois cigarros por dia está aumentando significativamente o risco de morte precoce, alerta um novo estudo conduzido por cientistas da Johns Hopkins University.

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Pesquisadores analisaram dados de cerca de 300 mil pessoas e concluíram que reduzir a quantidade não elimina os perigos do cigarro para a saúde.

Seja fumante ocasional ou dependente, a exposição ao cigarro amplia consideravelmente os riscos de doenças graves e mortalidade precoce. Segundo os especialistas, cortar o consumo não é suficiente para proteger o corpo dos efeitos nocivos do tabaco.

Reduzir não elimina o perigo

O estudo publicado na revista científica Plos Medicine acompanhou os hábitos de mais de 300 mil adultos por duas décadas. O resultado é claro: até fumantes de baixa intensidade, aqueles que consomem entre dois e cinco cigarros por dia, estão mais vulneráveis.

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“É impressionante como fumar é prejudicial, até mesmo em pequenas doses”, disse o Dr. Michael Blaha, líder da pesquisa, ao portal The Sun. “É imperativo abandonar o cigarro o quanto antes.”

Segundo os autores, o tempo desde a interrupção total do hábito é mais relevante para a saúde do que apenas diminuir o número de cigarros diários.

Dados preocupantes para o Reino Unido

Dados do Office for National Statistics revelam que cerca de seis milhões de britânicos ainda fumam, média de 11 cigarros por pessoa ao dia. Contudo, mesmo quem pratica o hábito socialmente, com apenas um ou dois maços por semana, está sob sérios riscos.

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Veja os principais riscos apontados pela pesquisa:

  • Fumantes entre 2 a 5 cigarros por dia têm 50% mais chance de desenvolver doenças cardíacas.
  • O risco de morte precoce sobe 60% para quem mantém o consumo leve.
  • Cortar o número de cigarros sem cessar completamente não reverte os danos à saúde.

Pior do que álcool e sobrepeso

O cigarro continua sendo a principal causa evitável de morte e doença, superando o impacto negativo do excesso de peso, do álcool e de drogas combinados.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, metade dos que mantêm o hábito ao longo da vida perderá cerca de dez anos de expectativa.

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Atenção aos sintomas e riscos

Os principais motivos de óbito relacionados ao tabaco incluem câncer de pulmão, doenças pulmonares crônicas e doenças cardíacas, mas o cigarro está por trás de diversas outras condições, de acidentes vasculares cerebrais à depressão.

A cada ano, estima-se que o tabaco cause aproximadamente 74.600 mortes apenas na Inglaterra, além de gerar custos superiores a 1,9 bilhão de euros ao sistema nacional de saúde.

O conselho dos especialistas

Segundo os pesquisadores: “A principal mensagem de saúde pública para fumantes deve ser a cessação precoce, e não apenas a redução do consumo”.

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Portanto, abandonar o cigarro integralmente é a atitude mais eficaz para proteger a saúde, quanto mais cedo, melhores os resultados.

Curiosidade: fatores do vício e doenças associadas

Além de conter mais de uma dúzia de substâncias cancerígenas, o cigarro está ligado a quadros de demência, diabetes e enfermidades que afetam todos os órgãos do corpo.

  • Câncer de pulmão
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica
  • Doença cardíaca coronária
  • Acidentes vasculares cerebrais
  • Depressão
  • Diabetes

O que dizem estudos recentes

Em 2023, a Action on Smoking reiterou que o tabagismo é responsável por um grande percentual de internações em adultos acima de 35 anos, totalizando cerca de 506 mil hospitalizações anuais na Inglaterra.

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Segundo análise dos dados, “A quantidade de tempo desde a cessação completa é mais relevante à saúde do que uma diminuição da quantidade consumida por dia”, reforçou o Dr. Blaha.

A ciência é contundente: não importa se o consumo é baixo ou alto, os perigos do cigarro intimidam qualquer tentativa de negociação. O abandono total do vício é, de longe, o caminho mais seguro para garantir longevidade e qualidade de vida.

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