Quase ninguém imagina que a saúde do cérebro humano está tão ligada com a força das pernas quanto a ciência diz que realmente está, incluindo a prevenção de demência.
Pesquisas recentes indicam que a perda de força dos membros inferiores pode estar relacionada a um risco maior de demência. Esses estudos reacenderam os debates quanto à prevenção e qualidade de vida.
De acordo com a fisioterapeuta especialista em reabilitação Rachel Guimarães, a força muscular atua justamente como um forte indicador do nível de atividade física do indivíduo e, portanto, pode auxiliar na compreensão de como o cérebro envelhece.
Mas, curiosamente, a explicação nada tem a ver com soluções milagrosas. O segredo mora no simples, mas constantemente esquecido: o movimento realizado no cotidiano e a regularidade durante toda a vida.
Por que a força muscular é um indicativo da saúde cerebral?
Um estudo publicado na revista científica Gerontology salienta que a força dos membros inferiores pode revelar se uma pessoa possui uma rotina equilibrada de exercícios.
Isso se liga diretamente com os indicativos de uma mente saudável. Rachel Guimarães destrincha em seu blog maiores explicações quanto ao estudo da força muscular e como ela reflete muito mais que capacidade física.
A fisioterapeuta também alerta para a importância dos hábitos de vida, dentre eles a frequência de atividades, o nível de independência e até mesmo a disposição para sair de casa e manter uma vida social regular.
Pessoas que costumam se movimentar mais, são mais ativas e estimulam o cérebro de formas distintas, como convivendo com diferentes bolhas sociais.
No entanto, a perda progressiva de força tende a ser um indicador de sedentarismo, fator que pesa negativamente para a saúde cognitiva a longo prazo.
Como o exercício físico motiva o cérebro
A prática consistente e com regularidade de atividades físicas pode diminuir em até 35% o risco de desenvolver doenças cognitivas como demência.
Uma notícia boa é que isso também se aplica a pessoas com histórico genético.
Como a demência ainda não tem cura, hábitos que maximizem a prevenção se tornam cruciais, e quanto mais cedo começar, melhor é para a saúde.
Práticas como atividade aeróbica moderada, realizadas sem utilizar de toda a frequência cardíaca e permanecer nos 70%, ajudam o corpo a levar oxigênio às células do cérebro.
Assim, regulam o fluxo sanguíneo e contribuem para nutrir os tecidos cerebrais.
De acordo com a OMS, manter em dia a execução de atividades físicas melhora a saúde cognitiva, a saúde mental e a rotina de sono, além de diminuir o risco de doenças crônicas e quedas em idosos.
Para manter uma vida mais saudável, qualquer exercício é melhor que nenhum, e se manter em movimento tende a ser uma das formas mais eficazes de cultivar o bom funcionamento do cérebro ao longo da vida.
Veja também sinais do corpo que podem indicar problemas de circulação e não devem ser ignorados.
