Médico condenado por violência doméstica pede na Justiça para jogar futebol e recebe “bronca”

Desembargador que avaliou o pedido do morador de Florianópolis foi contundente na negativa e destacou até o salário de R$ 40 mil do homem

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Homem queria autorização para participar das partidas sempre às terças-feiras (Foto: Canva, Reprodução)

Um médico condenado por violência doméstica pediu à Justiça de Santa Catarina autorização para voltar a jogar futebol à noite. O homem é morador de Florianópolis e cumpre a pena em regime aberto, então não pode sair de casa fora do horário estabelecido na sentença.

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O agressor pediu para fazer a atividade física sempre às terças-feiras, das 20h às 22h, em uma associação na cidade. Ele apresentou na solicitação uma declaração médica recomendando a realização de atividade física como pilates, atividade aeróbica e a manutenção da prática de futebol.

O homem também entregou um atestado para confirmar que está em tratamento por sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e por ser diagnosticado com transtorno afetivo bipolar, segundo o processo.

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O “regime aberto tem como finalidade a reintegração social do condenado, e as condições impostas devem ser razoáveis e proporcionais, sem se tornarem um obstáculo intransponível à sua saúde e ao seu desenvolvimento pessoal”, tentou justificar o médico.

Apesar das explicações, o desembargador que avaliou o pedido foi contundente na negativa. “Médico psiquiatra com renda de aproximadamente R$ 40 mil tem das 6h às 20h para frequentar academias e congêneres, e assim manter práticas que preservem sua saúde física”, afirmou.

Conforme a sentença do agressor, ele precisa ficar em casa de segunda a sábado, das 20h às 6h, e integralmente aos domingos e feriados.

“A alegação de que ‘atividades como o futebol, por exemplo, são coletivas e possuem horários específicos, muitas vezes noturnos ou em finais de semana’ é enfraquecida justamente pela constatação de que ele pode frequentar os jogos – e quaisquer outras atividades em grupo – aos sábados, mantendo, assim, um círculo social que o ajuda na preservação da saúde mental”, disse o desembargador.

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