Secretário de Segurança do Irã nega negociações com EUA e contradiz Donald Trump

Ataques dos EUA e Israel ao Irã já deixaram 555 mortos e, ao menos, 747 feridos

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EUa e Israel iniciaram ataques ao Irã no sábado (28); imagem de satélite mostra a região onde estaria o aiatolá no momento do ataque (Foto: Redes sociais e Airbus DS 2026, Reprodução)

O secretário de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país não irá negociar com os Estados Unidos, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. A declaração foi feita em uma publicação na rede social X e contradiz falas recentes do presidente norte-americano, Donald Trump, que havia indicado abertura para retomar conversas com a liderança iraniana. As informações são do g1.

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No fim de semana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, chegou a sinalizar disposição para reduzir tensões em diálogo com o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Segundo ele, Teerã estaria aberta a “esforços sérios” após ataques conduzidos por Israel e pelos EUA.

Apesar disso, Larijani negou qualquer iniciativa para retomar as negociações com Washington.

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“Não negociaremos com os Estados Unidos”, escreveu Larijani, em publicação na rede social X.

Em outra publicação, o secretário disse que “Trump mergulhou a região no caos com suas ‘fantasias delirantes’ e agora teme mais baixas entre as tropas americanas”.

“Com suas ações delirantes, ele transformou seu slogan ‘América Primeiro’, criado por ele mesmo, em “Israel Primeiro” e sacrificou soldados americanos pelas ambições de poder de Israel e com novas fabricações, está mais uma vez impondo o custo de assassinar seu próprio caráter aos soldados e famílias americanas. Hoje, a nação iraniana está se defendendo. As forças armadas do Irã não iniciaram a agressão.”

EUA prometem manter ofensiva militar

Do lado americano, Trump afirmou que a campanha militar contra o Irã continuará até que todos os objetivos sejam alcançados. Em discurso divulgado no domingo (1º), o presidente disse que os EUA irão retaliar ataques que resultaram na morte de três militares americanos.

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— Eu faço um apelo à Guarda Revolucionária, aos militares do Irã, policiais: entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa.

Ao jornal britânico Daily Mail, Trump declarou que o conflito com o Irã deve se arrastar pelas próximas quatro semanas.

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— Sempre foi um processo de quatro semanas. Calculamos que levaria cerca de quatro semanas. Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então – por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas, ou menos — disse Trump, segundo o jornal britânico.

À revista The Atlantic, Trump disse que a nova liderança do país se mostrou disposta a retomar as negociações sobre o programa nuclear.

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— Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou falar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais — afirmou.

Veja imagens do conflito

Conflito começou no sábado

A atual ofensiva militar foi iniciada no sábado (28) por Estados Unidos e Israel, sob a justificativa de conter o programa nuclear iraniano. Os ataques resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e de chefes militares.

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O ataque já deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos, segundo informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, nesta segunda-feira.

Em resposta, o Irã lançou ataques contra Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein. O país afirma que a morte de Khamenei é uma ‘declaração de guerra contra os muçulmanos” e prometeu vingança. Já Trump ameaçou utilizar “força nunca antes vista” caso Irã continue retaliação.

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No domingo, o Irã escolheu um novo líder interino, o aiatolá Alireza Arafi, e prometeu eleger um novo líder supremo “em um ou dois dias”.