Motorista acusado de matar professora de Libras acaba condenado em SC

Crime aconteceu em março de 2025 em Três Barras

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Marli Lother tinha 53 anos (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

Gabriel Carvalho, o motorista acusado de matar a professora de Libras Marli Lother, foi condenado pelo Tribunal do Júri por homicídio na quinta-feira (12). O crime aconteceu em março de 2025. Além da educadora, o condutor ainda teria atropelado outras duas mulheres. Um dos casos foi registrado por câmeras de segurança

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O julgamento durou cerca de 10h. A acusação destacou a violência do atropelamento, a alta velocidade do veículo e o fato de a vítima estar na calçada. Gabriel acabou sendo condenado a 29 anos de prisão em regime fechado por homicídio e duas tentativas de homicídio com quatro qualificadoras.

O que diz a denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Gabriel tinha bebido em uma festa na noite de 19 de março de 2025, dia do crime. Por volta das 21h45min, o réu dirigiu sob influência de álcool e atropelou Marli, que transitava pelo acostamento de uma avenida, em uma bicicleta com sinalização luminosa na parte traseira. Após a ocorrência, Gabriel ainda teria retornado ao local e, observando a cena, gesticulou com as mãos diante de testemunhas, em forma de comemoração.

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Poucos minutos depois, por volta das 22h, atropelou uma segunda vítima, que empurrava sua bicicleta por uma rua. De acordo com o MPSC, o homicídio da vítima só foi evitado porque a mulher percebeu a aproximação do veículo, buscou sair da direção do carro e subiu na calçada, evitando, assim, que fosse atingida ainda com maior força e precisão pelo veículo.

Vídeo mostra atropelamento de ciclista na mesma noite

Trinta minutos depois, atropelou uma terceira mulher, que retornava da escola. A vítima percebeu a aproximação do carro, conseguiu subir na calçada e evitou uma colisão com maior impacto. “A vítima foi atingida de forma brutal, absolutamente cruel e sádica, por veículo em alta velocidade, utilizado como uma arma, destacando-se que, com a força com a qual a ofendida foi atingida, o retrovisor do carro chegou a cair, causando vários ferimentos na adolescent”, destacou a denúncia do MPSC.

Na quinta-feira (12), cerca de um ano após o crime, Gabriel sentou no banco dos réus e foi julgado. Ele foi condenado a 29 anos de prisão por um por homicídio e duas tentativas de homicídio com quatro qualificadoras. A defesa do réu ainda pode recorrer da decisão.

O que diz a defesa do acusado

A defesa de Gabriel, representada pelo advogado Sérgio Virtuoso, informou que o réu reconheceu os erros e pediu desculpa às vítimas. A partir disso, a defesa buscou uma pena justa para acusado.

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“O Tribunal do Júri é composto por jurados, votos, pessoas que pensam diferente. Parte deles foram com a defesa, parte deles com a acusação e por maioria, o Gabriel acabou sendo condenado, mas faz parte do do júri e faz parte da democracia. Nos próximos dias tanto acusação quanto defesa terão um prazo para estar buscando uma melhor condição daquilo que cada parte acredita que é mais correto e nós seguiremos, obviamente, na na defesa do Gabriel para o melhor cenário, daquilo que acreditamos que é justo e correto”, comentou o advogado ao NSC Total.