Ex-noiva de Vorcaro mora de aluguel nos EUA e entrou em depressão após mensagens vazadas

Martha Graeff foi convocada para depor na CPI do Crime Organizado na próxima semana

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Martha e Vorcaro eram discretos nas redes sociais (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Martha e Vorcaro eram discretos nas redes sociais (Foto: Redes sociais, Reprodução)

A defesa da ex-noiva do dono do Banco Master, Daniel Vocaro, Martha Graeff, afirmou que a modelo vive, atualmente, em um apartamento alugados nos Estados Unidos há quase 20 anos. De acordo com o advogado Lúcio de Constantino, Martha entrou em um quadro de depressão após mensagens íntimas terem sido vazadas entre ela e o então noivo. Com informações do blog de Andreia Sadi, no g1.

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A defesa afirmou que o vazamento foi uma “violência criminosa”, com “degradação da esfera privada”.

— Isso atingiu uma mulher que é mãe de uma menina de 6 anos. Ela ficou consternada pela falta de responsabilidade de quem divulgou esses dados”, afirmou Constantino. A defesa estuda medidas judiciais contra a exposição — disse, em entrevista ao Estúdio i, da Globo News.

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Segundo a defesa, a modelo não sabia sobre qualquer plano de transferência de patrimônio milionário para o nome dela. A declaração acontece após mensagens revelarem que Vocaro discutia a criação de um fundo fiduciário para a empresária. Os valores, conforme mostraram as mensagens, podiam superar os R$ 520 milhões.

O advogado, no entanto, afirmou que o patrimônio de Martha continua o mesmo de antes de ter se relacionado com Vorcaro.

— A Marta possui um patrimônio que é igual antes, durante e depois do relacionamento com o senhor Daniel Vorcaro. Basta examinar as declarações de renda — afirmou Constantino.

Segundo o advogado, Martha não sabia o que era o termo financeiro “trust” e pesquisou em ferramentas de inteligência artificial o significado da palavra no contexto. O assunto, depois disso, não teria sido mais mencionado, conforme explicou a defesa.

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— Ela buscou contato com um advogado nos Estados Unidos, que informou não haver nenhum trust em nome dela — disse.

Veja fotos do ex-casal

Defesa negou patrimônio vinculado a Vorcaro

Na quarta-feira (18), a defesa da modelo havia enviado ao blog de Andreia Sadi uma nota negando que Martha tinha patrimônio vinculado ao banqueiro.

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“A Sra. Martha não possui imóveis, automóveis ou depósitos de valores decorrentes do relacionamento com o Sr. Daniel Vorcaro. Também não tem conhecimento sobre a existência de algum trust que lhe envolva, seja nos Estados Unidos ou em qualquer outro país”, escreveu a defesa.

Constatino também afirmou que Martha declara o patrimônio em “Tax Return”, semelhante à Declaração de Imposto de Renda brasileira.

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Mensagens sobre encontros com Moraes

O advogado também afirmou que ainda não conversou de forma detalhada com Martha sobre mensagens em que Vorcaro cita o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Em uma das mensagens, Daniel afirma que esta em uma ligação de vídeo com o ministro enquanto Martha estava de pijama.

— São milhares de informações que estão estruturalmente desorganizadas. […] Existe um meio eficaz para resolver isso e não é fazer uma publicidade, não é fazer uma mídia agressiva de relações e de intimidade. Você tem um elemento próprio para investigar em condições idôneas e não se faz — disse.

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Relembre o caso do banco Master

banco Master ganhou visibilidade por oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado. A estratégia era usada para encobrir a crise de liquidez da empresa. No dia 18 de novembro de 2025, o banco foi liquidado pelo Banco Central por conta do descumprimento de normas do sistema bancário e da situação financeira.

Daniel Vorcaro é o dono do Banco Master e o principal investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele foi preso duas vezes, sendo a primeira em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava deixar o país. As acusações contra Vorcaro incluem suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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A segunda prisão aconteceu no dia 4 de março, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida acontece após mensagens serem encontradas no celular do empresário com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.