A empresária Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi convocada para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, em andamento no Senado Federal.

Continua depois da publicidade

Martha mora atualmente em Miami, nos Estados Unidos. Ela já havia tido um pedido de depoimento na CPI do INSS aprovado na semana passada.

No início do mês, revelações de mensagens trocadas por Vorcaro e Martha por telefone celular indicaram que o banqueiro mantinha conversas e chegou a se reunir com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e com ministros do governo federal. Os recados também mostravam relação de amizade entre Vorcaro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Nesta terça-feira (17), uma decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o acesso da CPI do INSS a conversas pessoais de Vorcaro que não tenham relação com os fatos investigados.

Veja fotos de políticos citados em conversas de Vorcaro

A CPI do Crime Organizado também votou um pedido de convocação de depoimento do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. No entanto, no caso do dirigente partidário, o pedido foi rejeitado por 6 votos a 4. Entre os motivos da tentativa de convocar Valdemar estaria o fato de que o dirigente confirmou doações feitas à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, dono do banco Master.

Continua depois da publicidade

Além da ex-noiva de Vorcaro, a CPI também autorizou a convocação do ex-governador do Mato Grosso, Pedro Taques, e de nomes ligados a empresas investigadas no âmbito da comissão.

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ainda deve ter um pedido de convocação analisado pela CPI. Uma empresa ligada a ele é apontada como beneficiária de um pagamento de R$ 3,6 milhões do banco Master e da gestora Reag, mas o político alega que os valores foram referentes a serviços de consultoria.

* Com informações de g1 e Metrópoles