Empresa de SC cria a primeira gelateria exclusiva de leite de ovelha do mundo

Negócio nasceu na ovinocultura e hoje reúne produção própria, genética animal e a primeira gelateria exclusiva de leite de ovelha do mundo, em Chapecó

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Empresa Béé em Chapecó

Empresa de Chapecó criou a primeira gelateria exclusiva de leite de ovelha do mundo (Foto: Arquivos Pessoais, Divulgação)

Uma empresa de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, está transformando um nicho ainda pouco explorado no Brasil em oportunidade de negócio. Com origem na criação de ovelhas leiteiras, a Béé aposta em produtos derivados do leite de ovelha e busca consolidar uma expansão nacional e internacional a partir de um modelo que integra produção rural, indústria e gastronomia.

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A marca inaugurou, em Chapecó, a primeira gelateria exclusiva de leite de ovelha do mundo, segundo a empresa. A iniciativa representa um novo passo em uma trajetória iniciada há quase duas décadas e que ajudou a posicionar o Oeste catarinense como referência em um segmento ainda restrito no país.

Sobre a empresa

A história começou em 2006, quando a propriedade rural passou a investir na criação de ovinos da raça Lacaune. Nos anos seguintes, o foco foi direcionado para a produção de leite e o melhoramento genético do rebanho, processo que transformou a Cabanha Chapecó em uma referência nacional no setor. Atualmente, a empresa afirma possuir o maior plantel de leite de ovelha do Brasil.

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O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes mercados: consumidores dispostos a pagar mais por produtos com origem controlada, produção artesanal e características nutricionais diferenciadas. Nesse contexto, o leite de ovelha surge como uma alternativa de maior valor agregado em comparação aos produtos lácteos tradicionais.

Além dos gelatos, a empresa comercializa sobremesas, salgados produzidos com leite de ovelha e cafés especiais, ampliando as possibilidades de consumo e fortalecendo a marca junto ao público premium.

Cadeia produtiva diferenciada

A estratégia da empresa está baseada na verticalização da produção. O mesmo negócio que investe em genética animal e produção leiteira também desenvolve os produtos que chegam ao consumidor final.

Conforme a empresa, modelos desse tipo permitem ampliar margens de rentabilidade ao transformar commodities em produtos de alto valor agregado. Em vez de comercializar apenas matéria-prima, o produtor passa a capturar parte da renda gerada pela industrialização e pela experiência de consumo.

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No caso da Béé, o foco está em um público das classes A e B, formado por consumidores que valorizam experiências gastronômicas diferenciadas, origem dos ingredientes e alimentação associada à saúde e bem-estar.

Chapecó como vitrine

O projeto da gelateria reforça uma tendência crescente de empresas da região que utilizam a vocação agropecuária local para desenvolver marcas próprias e produtos com potencial de alcance nacional.

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A meta da empresa é consolidar a marca nos próximos anos e ampliar sua presença dentro e fora do Brasil, levando um produto desenvolvido no Oeste catarinense para novos mercados.