MP denuncia “advogata” suspeita de liderar organização criminosa de tráfico de drogas em Florianópolis

Advogada Gabriela Serafin está foragida e foi um dos alvos de uma operação que prendeu 15 pessoas no início de maio

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Gabriela Serafin está foragida (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Gabriela Serafin tinha milhares de seguidores nas redes sociais (Foto: Redes sociais, Reprodução)

A advogada Gabriela Vieira Serafin, conhecida como “advogata” nas redes sociais, foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina. Ela está foragida desde abril deste ano pelo crime de tráfico de drogas e foi apontada como uma das lideranças de uma organização criminosa que atuava na região da Tapera, em Florianópolis.

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Ao NSC Total, o MP afirmou que foi proposta uma ação penal por meio da 39ª Promotoria de Justiça da Capital, com atuação no combate ao crime organizado. A ação tramita na Vara Estadual de Organizações Criminosas, e está sob análise do Poder Judiciário. O caso está em sigilo.

mandado de prisão temporária contra Gabriela foi expedido no dia 13 de abril pelo crime de tráfico de drogas para quem vende, produz, transporta ou fornece drogas, com pena de 5 a 15 anos de reclusão e pagamento de 500 a 1,5 mil dias-multa.

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Veja fotos da “advogata”

Operação mapeou pontos de venda de drogas e intermediadores

A advogada foi alvo da operação “Quebra de Comando”, deflagrada no dia 12 de maio pela Delegacia de Combate às Drogas do Departamento de Investigação Criminal de Florianópolis. A operação foi resultado de aproximadamente 1 ano de investigação, com diligências, monitoramentos e apurações sobre a dinâmica criminosa local.

Com as investigações, foram mapeados pontos de venda de entorpecentes, e identificados operadores do tráficointermediadores e responsáveis pela logística criminosa instalada na comunidade da Tapera.

Ao todo, 15 pessoas foram presas na ocasião, com 30 mandados de busca e apreensão. Na casa da advogada, nada de ilícito foi encontrado, apenas dispositivos eletrônicos. Ela, no entanto, não estava no local.

Advogada relatava rotina com clientes nas redes sociais

A advogada tinha milhares de seguidores em uma rede sociais, compartilhando vídeos sobre processos criminais utilizando gírias para falar sobre os casos. Em um dos registros, ela falava sobre uma cliente que tinha sido presa após tentar levar drogas de Florianópolis para Paris.

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“A guria ia embarcar para Paris com um quilo de cocaína dentro do tênis. Eu cheguei lá na Polícia Federal para acompanhar esse flagrante. Foi presa no aeroporto de Florianópolis com passagem para a França. Vocês acham que a guria ia levar pouca droga? , se vocês vissem o tamanho do pé dela, ela tava com aqueles tênis, sabe? Branco, pagodeiro, tá ligado?”

Com os vídeos, gravados muitas vezes dentro do próprio carro, Gabriela ganhou popularidade, principalmente pela linguagem coloquial usada. O perfil dela, no entanto, foi excluído depois que a operação veio a tona.

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O que diz a defesa?

Em nota, o escritório Duncke & Menna Advogados Associados, responsável pela defesa de Gabriela, afirmou que, até o momento, não existe qualquer condenação judicial contra a advogada.

— A investigação baseia-se em elementos interpretados pela autoridade policial a partir de conversas extraídas de aparelho celular apreendido de terceiros, sem que haja diálogo diretamente atribuído à advogada Gabriela Vieira Serafin. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão em sua residência, ocasião em que nenhum objeto ilícito foi localizado ou apreendido — destacou a defesa.

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Os advogados relatam que a advogada “vem sendo submetida a intensa exposição pública, muitas vezes acompanhada de conclusões antecipadas incompatíveis com o princípio constitucional da presunção de inocência”.