Eduardo Bolsonaro se manifesta após condenação e critica: “Sem pé nem cabeça”

Ex-deputado federal afirma que foi informado pela imprensa sobre a condenação e sentença é "nula"; ele foi condenado a quatro anos de prisão e declarado inelegível

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Eduardo Bolsonaro se manifesta após ser condenado pelo STF (Foto: Bruno Spada, Câmara dos Deputados)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos de prisão nesta terça-feira (16). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou o julgamento de “sem pé nem cabeça” e, segundo ele, o resultado visa apenas tirar o seu nome das eleições. Com informações do g1.

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— Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Tenho confiança na restauração da democracia brasileira com a vitória de Flávio Bolsonaro, que permitirá que as centenas de exilados possam, enfim, retornar à sua pátria — disse Eduardo em nota.

Eduardo foi condenado por coação no curso do processo e, segundo a acusação, teria tentado interferir no julgamento que resultou na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Ele também fica inelegível com a decisão. Em sua manifestação, ele alegou ter tomado conhecimento da condenação pela imprensa e não teria sido citado legalmente.

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— Sigo aguardando notificação regular, por carta rogatória, em local certo e sabido. Esse mesmo instrumento foi expedido a outro acusado no processo, mas a mim nunca foi cumprido. Se o meio existe e a própria Corte o reconhece, por que não a mim? — questionou.

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Eduardo também destacou que deveria ter sido notificado em seu endereço residencial nos Estados Unidos o que, segundo ele, não ocorreu.

— Resido nos Estados Unidos em endereço que a imprensa brasileira fez questão de localizar, filmar e estampar, mandando repórteres até minha porta. Para mandar jornalista, sabem onde estou; para cumprir o devido processo legal, alegam não saber.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também criticou a atuação de Moraes no julgamento do processo. O ministro foi relator do caso e, acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, formou unanimidade pela condenação.

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— Moraes pode não gostar, mas não pode escolher quando segui-los. Mais uma vez, é vítima e juiz do mesmo caso, e é por isso que o Brasil passa vergonha internacional de forma recorrente, como até mesmo a mídia tradicional hoje já aponta com frequência — afirmou.

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