O que levou a queda de taxa de analfabetismo no Brasil para piso inédito de 4,9%

Dados da Pnad Contínua do IBGE revelam que o país tem 592 mil analfabetos a menos; desafio agora se concentra na população idosa

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Taxa de analfabetismo no Brasil cai para o mínimo histórico de 4,9% com 592 mil pessoas a menos em um ano, diz IBGE. (Foto: Tomaz Silva, Agência Brasil)

O número de pessoas analfabetas no Brasil caiu em cerca de 592 mil indivíduos em apenas um ano, empurrando a taxa geral para o piso histórico inédito de 4,9%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) contínua, apresentados pelo IBGE nesta sexta-feira (19). O avanço das políticas públicas e a universalização do ensino básico provocaram a redução expressiva.

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Queda abaixo do teto histórico

A queda do índice consolida um movimento firme de declínio na parcela da população de 15 anos ou mais que não consegue ler ou escrever. Na medição de 2024, o patamar nacional estava fixado em 5,3%.

Para fins de perspectiva histórica, em 2016 esse mesmo termômetro social marcava 6,7%. A conquista de 2025 coloca o país, pela primeira vez, abaixo do teto simbólico de 5%, atingindo a marca histórica de 4,9% de analfabetismo e aproximando o Brasil das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

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O motor da transformação social

Em análise sobre os indicadores em entrevista à CNN Brasil, a gerente de estratégias do Instituto Ayrton Senna, Beatriz Alqueres, explicou que a queda histórica do analfabetismo no país tem sido puxada diretamente pelas gerações mais jovens.

Paralelamente, a mesma pesquisa do IBGE trouxe outro dado positivo: o contingente de jovens que não trabalham e nem estudam recuou de 11 milhões em 2019 para 8,2 milhões em 2025, representando uma parcela ativa dentro do total de 46,6 milhões de cidadãos nessa faixa etária.

Impacto direto no mercado de trabalho

Sob a ótica macroeconômica, a elevação da escolaridade na base da pirâmide demográfica atua como um motor de produtividade nacional. Com a base jovem mais instruída, o mercado ganha fôlego para migrar postos informais em direção a funções tecnológicas.

Com o fluxo de novos analfabetos controlado na juventude, as atenções do Ministério da Educação começam a se deslocar para a qualidade do aprendizado. O foco agora passa a ser o combate ao analfabetismo funcional no cotidiano.

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*Com edição de Nicoly Souza