Entre a população de Santa Catarina com 15 anos ou mais, 1,9% é analfabeta; A taxa é a segunda menor do Brasil em 2024. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (13) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Educação 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O indicador mostra que a taxa de analfabetismo recuou 0,1 ponto percentual em relação a 2023, quando o percentual era de 2%.
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De acordo com a pesquisa, a taxa em Santa Catarina só foi maior que a do Distrito Federal, que registrou 1,8% da população analfabeta, que não sabe ler nem escrever. Quando a taxa começou a ser registrada, no início da série histórica, o percentual era de 2,6%.
Em todo o Brasil, a taxa de analfabetismo equivale a mais que o dobro da catarinense, ficando em 5,3% em 2024. Apesar do percentual mais alto que Santa Catarina, a taxa nacional caiu em relação a 2023. De acordo com a pesquisa, o maior índice foi em Alagoas, de 14,3%.
Analfabetismo em idosos
Santa Catarina registrou a terceira menor taxa de analfabetismo de pessoas com 60 anos ou
mais de idade em 2024, com 6,4%. O índice diminuiu três pontos percentuais em relação a 2016, quando a taxa começou a ser calculada. À época, 9,4% dos idosos não sabiam ler nem escrever.
Em relação a 2023, o percentual de 2024 permaneceu estável. Os dois estados que completaram o ranking com menores taxas, estão o Rio de Janeiro, com o menor índice (4,9%), e o Rio Grande do Sul (5,8%).
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A pesquisa também mostrou que, em Santa Catarina, a taxa cresce conforme aumenta a idade:
- 15 anos ou mais: 1,9%
- 18 anos ou mais: 2,0%
- 25 anos ou mais: 2,3%
- 40 anos ou mais: 3,5%
- 60 anos ou mais: 6,4%
Mais mulheres são analfabetas
Em 2024, a taxa de analfabetismo das mulheres, calculada em 2%, foi superior à dos homens
(1,9%) em Santa Catarina. Porém, o índice subiu entre os homens, indo de 1,7% para 1,9%, enquanto a taxa caiu entre as mulheres, de 2,2% para 2%.
O índice entre a população catarinense segue na contramão da taxa nacional, que foi mais elevada entre os homens (5,6%) em relação às mulheres (5%), em 2024.
Mais pessoas pretas ou pardas (2,8%) eram consideradas analfabetas em Santa Catarina em relação às pessoas brancas. A taxa se manteve a mesma de 2023, sendo calculada em 1,7%, enquanto foi registrada redução do índice entre pessoas pretas ou pardas, antes sendo 3%.
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Nível superior completo
A pesquisa também avaliou o nível de instrução da população catarinense. De acordo com os dados, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais de idade com superior completo no estado cresceu, com uma alta de 21% em 2023 para 22,5% em 2024.
Ao todo, são 1,13 milhão de pessoas com nível superior completo em Santa Catarina, 95 mil a mais
que em 2023. Já as pessoas sem instrução e ensino fundamental incompleto diminuiu de 30,4% para 27,7% entre 2023 e 2024, o que representa 103 mil pessoas a menos.
Segundo os dados apresentados, mais mulheres possuem nível superior completo, sendo 24,5% registradas. Por outro lado, também há mais mulheres, sem instrução que homens, com 28%.
A proporção de pessoas brancas com nível superior completo é cerca do dobro da proporção de pretos e pardos. 25,2% de brancos possuem este nível de instrução, enquanto 12,9% de pretos e pardos possuem nível superior completo. Em comparação com o índice nacional, de 13,7%, a taxa catarinense é menor.
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Educação básica
Em 2024, Santa Catarina também registrou o mais percentual do estado na série histórica em relação à quantidade de pessoas de 25 anos ou mais de idade que terminaram a educação básica
obrigatória, com 57,6% dessa população. Houve alta de 2,8 p.p. em relação a 2023 (54,8%).
Mais mulheres (58,6%) e pessoas brancas (59,3%) concluíram a educação obrigatória, em relação aos homens e pessoas pretas e ou pardas, respectivamente.
Taxa de escolarização entre crianças de 0 a 3 anos
Santa Catarina registrou a segunda maior taxa de escolarização de crianças de 0 a 3 anos em 2024, com 52,5% dessa faixa etária nas escolas. Apenas o estado catarinense e São Paulo atingiram a meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece 50,0% de cobertura até 2024 para esse grupo de idade.
A taxa catarinense cresceu em relação a 2023, com 51,2%. No país, a taxa de escolarização nesse
grupo de idade subiu de 38,7% em 2023 para 39,8% em 2024. Entretanto, outro dado revelado pela pesquisa foi de que a escolarização catarinense de crianças de 0 a 3 anos de cor ou raça preta ou parda
diminuiu para 47,3%, patamar menor que a meta estabelecida pelo PNE.
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Pessoas não ocupadas e que não frequentavam a escola
Segundo a pesquisa, Santa Catarina tem o menor percentual de pessoas não ocupadas e que não frequentavam a escola do país, com 10,8%. Isso significa que do 1,67 milhão de catarinenses com idade de 15 a 29 anos, 181 mil não estavam ocupados e nem frequentando escola ou cursos técnicos, pré-vestibulares ou de qualificação profissional em 2024.
Pelo índice nacional, 18,5% dos jovens de 15 a 29 anos não trabalhavam e nem frequentavam a
escola em 2024 em todo o país.
Jovens que trabalham e estudam
O estado catarinense também registrou, em 2024, a maior proporção de jovens de 15 a 29 anos que estão ocupados e estudando do país. Das 1,67 milhões de pessoas dessa faixa etária, 357 mil pessoas (21,4%) estavam ocupadas e frequentavam escola ou cursos técnicos, pré-vestibular ou de
qualificação profissional.
Nesse indicador, Santa Catarina tem o maior percentual, ao lado do Rio Grande do Sul. No Brasil todo, 16,4% dos jovens estavam ocupados e estudando.
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Ocupados e sem ir para a escola
Entre as pessoas de 15 a 29 anos no estado, 49,9% estava ocupada e não frequentava escola ou cursos técnicos, pré-vestibulares ou de qualificação profissional. O índice é o maior entre as unidades da federação, e supera em 10 p.p. o percentual nacional, calculado em 39,9%.
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