Servidor público é absolvido de homicídio por acidente que matou idoso durante racha em Florianópolis

Tribunal do júri realizado nesta terça-feira (23) afastou acusações de homicídio e tentativa de homicídio; relembre o caso

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Empresário Maurício Lisboa morreu após acidente na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis (Foto: Divulgação)

Gladson Hoffmann da Silva, servidor público envolvido no acidente que matou o empresário Maurício Lisboa, de 72 anos, foi absolvido das acusações de homicídio e tentativa de homicídio. O Tribunal do Júri foi realizado nesta terça-feira (23). O acidente ocorreu em maio de 2022, na Avenida Beira-Mar Norte, durante um racha.

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Após horas de julgamento, os jurados entenderam que não houve dolo eventual na conduta de Gladson, seguindo a tese apresentada pela defesa. O servidor público, no entanto, foi condenado pelos crimes de participação em racha e lesões corporais. A sentença com a definição das penas ainda não foi finalizada.

Segundo o advogado Mathaus Agacci, que atuou no caso, a decisão confirmou o entendimento defendido pela equipe jurídica desde o início da ação.

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— O julgamento reconheceu que não houve atuação com dolo eventual, afastando os crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Os jurados acolheram a tese defensiva e houve a condenação exclusivamente pelos delitos relacionados ao racha e às lesões corporais — afirmou Agacci.

Relembre o acidente na Beira-Mar Norte envolvendo servidor público e possível racha

O caso ganhou grande repercussão em Santa Catarina em razão da morte de Maurício Lisboa e dos ferimentos sofridos pela esposa da vítima após a colisão ocorrida na principal via da Capital. A batida teria ocorrido no momento em que três carros faziam um racha.

Um dos veículos participantes do racha atingiu a traseira do automóvel. A esposa do empresário foi levada com ferimentos graves ao hospital. 

Inicialmente, três pessoas chegaram a ser investigadas por suposta participação no racha. No entanto, um dos acusados teve a ação penal trancada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), enquanto outro foi impronunciado pela Justiça catarinense, decisão posteriormente mantida pela Corte Superior. Com isso, Gladson tornou-se o único réu submetido ao júri.