Marco Rubio acusa Lula de não negociar tarifaço com os EUA e dispara: “colocou o próprio ego à frente”

Apesar do alto escalão de Donald Trump acusar Lula de não negociar com os EUA, representantes brasileiros se reuniram mais de cinco vezes com membros do governo norte-americano

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Marco Rubio, membro do alto escalão do governo Trump, acusa Brasil de não negociar as tarifas (Foto: Reprodução, Wikimedia Commons)

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a imposição de tarifas de 25% aos produtos do Brasil é uma medida política e o “preço pago” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por, supostamente, não ter negociado um acordo com os norte-americanos. Nas redes sociais nesta quinta-feira (16), o secretário do governo de Donald Trump afirmou que Lula “colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro”.

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Os Estados Unidos confirmaram na noite desta quarta-feira (15) a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

Apesar do governo Trump acusar o Brasil de não de negociar um acordo, a investigação, anunciada no início de junho, foi acompanhada por uma série de conversas entre o governo Lula e os norte-americanos, na tentativa de evitar a medida. Na última terça-feira (14), representantes brasileiros se reuniram pela quinta vez com Jamieson Greer, representante de comércio dos EUA, para defender que as tarifas são “injustificadas”.

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Em maio de 2026, o próprio presidente Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, realizaram uma extensa reunião na Casa Branca, em Washington. O encontro durou cerca de três horas no Salão Oval e focou em temas como comércio, tarifas, minerais críticos e cooperação internacional.

Veja a declaração de Marco Rubio

Novo tarifaço entra em vigor em uma semana

As tarifas serão de 25%, conforme o governo americano, e entram em vigor a partir de 22 de julho após uma investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que apurou possíveis irregularidades que estariam prejudicando a economia dos Estados Unidos. . A investigação concentra-se em:

  • Reivindicações das big techs americanas sobre regulação no setor no Brasil;
  • PIX, sob a alegação de que o sistema prejudica empresas norte-americanas de cartões de crédito;
  • Desmatamento ilegal, apontando uma suposta falta de eficácia na fiscalização que resulta na exportação de produtos agrícolas.

Em nota, o governo do Brasil disse que “repudia a decisão” para a aplicação das tarifas. O comunicado ainda destacou ao que se refere como falta de legitimidade das investigações, e que o Brasil sempre tentou realizar negociações.

“Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil”, apontou o comunicado.

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Nota critica família Bolsonaro

O comunicado ainda chamou os membros da família Bolsonaro de “falsos patriotas” que, para o governo, “arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros.”

Em 7 de julho, Flávio Bolsonaro, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro, foi até os Estados Unidos e discursou em audiência pública sobre o novo tarifaço e disse que novas tarifas antes da eleições “recompensaria os responsáveis ​​pelas ações em questão”.

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