Empresa de SC assume estudo de R$ 5,6 milhões para enfrentar erosão marítima que já engoliu 15 quadras no RJ

Desde 1970, ação do mar já destruiu mais de 15 quadras em Atafona, na costa do Rio de Janeiro

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Mar já destruiu 15 quadras em Atafona; empresa de SC vai buscar solução (Foto: Divulgação, SEACARUSO)

Uma empresa catarinense, a SEACARUSO, assinou na última sexta-feira (10) um contrato de R$ 5,6 milhões para enfrentar um dos casos de erosão costeira mais conhecidos do mundo. Desde a década de 1970, centenas de imóveis, ruas e áreas urbanas de Atafona, distrito de São João da Barra, no Rio de Janeiro, foram destruídos pelo avanço do Oceano Atlântico. A empresa, sediada em Florianópolis, será responsável por um estudo de 18 meses para definir soluções capazes de conter a ação do mar.

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Em entrevista exclusiva ao NSC Total, o CEO da SEACARUSO, Francisco Caruso Jr., explicou a dimensão do problema.

— Atafona é uma região no Norte do Rio de Janeiro, em São João da Barra, onde ocorre o maior problema de erosão costeira do Brasil. Só para você ter ideia, em 50 anos, 15 quadras foram engolidas pelo mar. Durante muitos anos ninguém conseguiu encontrar uma solução — afirma Caruso.

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A elaboração do estudo atende a uma exigência do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e será fundamental para que o município possa buscar recursos estaduais e federais destinados às futuras obras de contenção da erosão.

A assinatura da ordem de serviço marca o início da primeira etapa dos trabalhos técnicos. Nos próximos 30 dias, a empresa apresentará o Plano de Trabalho, detalhando a metodologia, o cronograma e as etapas da pesquisa.

Segundo Caruso, o estudo permitirá avaliar diferentes alternativas para reduzir o avanço do mar:

— Esse trabalho vai nos permitir propor alternativas como a engorda da praia, a estabilização da barra e outras medidas de proteção costeira. Atuaremos em parceria com universidades e utilizando tecnologias de modelagem e referências internacionais para construir soluções adequadas às características da região.

Como será o estudo para enfrentar erosão marítima

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) reunirá especialistas em oceanografia, engenharia costeira, geologia, hidrodinâmica, modelagem computacional e planejamento territorial. Entre as alternativas que serão avaliadas estão obras de engenharia costeira, recuperação de dunas, alimentação artificial de praias (engorda), ordenamento territorial e outras estratégias de adaptação às mudanças na dinâmica costeira.

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A empresa também instalará uma base operacional em São João da Barra para dar suporte às atividades de campo durante toda a execução do contrato. Segundo a SEACARUSO, o projeto reforça o papel de Florianópolis como um polo brasileiro de conhecimento em oceanografia, engenharia costeira e soluções voltadas à adaptação às mudanças climáticas.

Veja fotos de Atafona

Empresa também atua na Marina da Beira-Mar Norte

Especializada em oceanografia, engenharia costeira e gestão ambiental, a SEACARUSO nasceu como um spin-off do Grupo CARUSO, empresa fundada há 28 anos em Santa Catarina e reconhecida pela atuação em projetos ambientais de alta complexidade. Entre os principais projetos da empresa está o Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte, em Florianópolis. Com investimento de R$ 350 milhões, o empreendimento promete transformar a orla da Capital.

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A SEACARUSO concentra suas atividades em projetos ligados ao ambiente marinho, incluindo dragagens, monitoramento ambiental, recuperação de praias, levantamentos hidrográficos, parques eólicos offshore e obras de infraestrutura costeira.

Veja a obra da SEACARUSO em Florianópolis