Em até dois anos, os moradores de Florianópolis já vão poder desfrutar do shopping, das quadras, academia, playground e pistas de skate do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte. Segundo Francisco Caruso Jr, CEO da SEACARUSO, empresa responsável pelas soluções ambientais da obra, embora a previsão é de que ela seja concluída em 2031, as atrações serão entregue antes, para que o público já possa usufruir do empreendimento a medida em que a marina seja construída. Em entrevista exclusiva ao NSC Total, ele detalhou os diferenciais da obra, como um estacionamento subterrâneo e um sistema de acompanhamento da construção em tempo real.

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As obras começaram oficialmente nesta quinta-feira (16), com a chegada das primeiras máquinas responsáveis pelo transporte e lançamento de cerca de 300 metros cúbicos de sedimento por dia para a execução do enroncamento. Essa técnica consiste no lançamento de rochas que formarão a base estrutural do empreendimento e deve concentrar os trabalhos nos primeiros meses da obra. Em seguida, uma draga irá coletar areia das jazidas da Beira-Mar Norte para fazer um aterro hidráulico.

— Esse aterro hidráulico vai ser a primeira etapa que vai ser entregue à população, porque é aí que vai estar o shopping comercial, as quadras de futebol, além de toda a parte que a população já vai poder usufruir à medida que o empreendimento vai ficando o ponto. Em até dois anos vai ser entregue ao povo essa parte de ganho acima em direção ao mar — explica Caruso.

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Estacionamento subterrâneo inédito em SC

Outra estrutura prevista para a primeira fase é o estacionamento subterrâneo, que permitirá aos visitantes deixar os veículos sob o parque, liberando a superfície para áreas verdes e de convivência.

Segundo Caruso, esse modelo já é comum em marinas da Europa e dos Estados Unidos, mas será utilizado pela primeira vez em Santa Catarina. Para ele, a solução representa uma tendência para futuros empreendimentos náuticos no Brasil.

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A pessoa sai de casa com a família, chega ao parque, estaciona o carro no subsolo, sobe e aproveita toda a área de lazer sem a presença de grandes bolsões de estacionamento na superfície — explica.

“BBB da obra”: monitoramento ambiental em tempo real

Um dos diferenciais tecnológicos da obra é o sistema de monitoramento ambiental em tempo real desenvolvido pelo Grupo Caruso. Durante a construção, equipes técnicas coletam informações como qualidade da água, sedimentos e indicadores da vida marinha utilizando tablets e celulares.

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Os dados são enviados automaticamente para uma plataforma em nuvem, permitindo que a consultoria ambiental, a construtora e os órgãos fiscalizadores acompanhem praticamente em tempo real as condições ambientais do empreendimento.

Segundo Francisco Caruso, o sistema funciona como um “BBB da obra”, já que possibilita acompanhar continuamente o que acontece na área de intervenção. O objetivo é aumentar a transparência e agilizar a identificação de qualquer alteração ambiental.

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Além do monitoramento instantâneo, a plataforma transforma as informações coletadas em mapas, dashboards e relatórios técnicos, que auxiliam na tomada de decisões e no cumprimento das exigências do licenciamento ambiental.

A tecnologia utiliza ferramentas de geoprocessamento (GIS), que associam cada dado coletado à sua localização exata dentro da obra. Dessa forma, é possível identificar rapidamente onde ocorreram alterações na qualidade da água, dos sedimentos ou em outros indicadores ambientais, facilitando a adoção de medidas corretivas.

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De acordo com Caruso, o sistema vem sendo aperfeiçoado há cerca de cinco anos e já foi utilizado em obras de portos, rodovias e linhas de transmissão. Embora ferramentas como geoprocessamento e armazenamento em nuvem já existam no mercado, o diferencial da empresa está na integração dessas tecnologias em uma plataforma própria de monitoramento ambiental.

Como vai ficar a Beira-Mar Norte com as obras da Marina

O que terá no Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte

Com investimento de R$ 350 milhões, o empreendimento foi projetado para reunir lazer, esportes, gastronomia, turismo náutico e grandes áreas verdes em um único espaço.

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O parque contará com 48 mil metros quadrados de áreas verdes, paisagismo com espécies nativas, áreas de contemplação voltadas para a Baía Norte, arquibancadas à beira-mar, amplos passeios públicos e espaços planejados para preservar a vista da cidade em direção ao mar.

Na área esportiva, o complexo terá o maior conjunto de equipamentos de lazer da Grande Florianópolis, incluindo skate park em padrão olímpico, oito quadras de areia, quadras recreativas, academias ao ar livre, espaços para esportes náuticos, três playgrounds, pet places e balanços gigantes.

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O projeto também prevê uma área destinada a grandes eventos, com capacidade para receber até 150 mil pessoas, além de uma praça com jatos d’água que poderá ser transformada em praça seca para shows e apresentações. A tradicional feira de artesanato da Beira-Mar continuará sendo realizada no local.

Ao longo do parque serão distribuídos restaurantes, cafés, quiosques, lojas e espaços de apoio ao turismo náutico, ampliando as opções de lazer e permanência dos visitantes.

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Parque será dividido em três setores

O empreendimento será organizado em três áreas com características distintas.

O primeiro setor, próximo ao trapiche, concentrará o futuro terminal de transporte marítimo, rampa náutica, arquibancadas ao nível do mar, playground, academia ao ar livre, pet place, balanços gigantes e um edifício voltado à gastronomia e aos serviços públicos.

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O segundo setor reunirá a maior parte dos equipamentos esportivos e de lazer. Estão previstos skate park, oito quadras de areia, quadras recreativas, academias, dois playgrounds, praça molhada, além de edifícios destinados à gastronomia, comércio e apoio às atividades náuticas.

Já o terceiro setor será voltado à marina, com restaurantes, lojas, playground, pet place e acesso controlado às embarcações. O espaço também reservará uma área destinada à pesca artesanal.

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Os três setores terão sanitários públicos, edificações com materiais sustentáveis, paisagismo com espécies nativas e manutenção da ciclovia, dos passeios públicos e da tradicional feira de artesanato da Beira-Mar.

Como será a Marina Beira-Mar

A Marina Beira-Mar, que corresponde a área náutica do complexo, terá 300 mil metros quadrados e será um atracadouro para até 600 embarcações de até 110 pés distribuídas em 10 fingers (cais), sendo que, destas vagas, 30 serão reservadas ao uso e acesso público das instituições e pescadores artesanais.

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A proposta é que o novo píer público possa atender também ao transporte coletivo marítimo como uma alternativa à mobilidade urbana terrestre. O parque terá estacionamento subterrâneo para veículos, motocicletas e bicicletas, e pontos de ônibus.

Ainda, a marginal da avenida será adaptada já pensando na futura inserção do sistema BRT em Florianópolis. A ciclovia e o passeio público, que atualmente são muito utilizados por moradores e turistas, devem ser mantidos e ampliados.

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Veja fotos das obras