SC tem 68% das exportações aos EUA afetadas pelo tarifaço; estado está entre os mais vulneráveis pela taxação

Novas tarifas foram confirmadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e passam a valer em 22 de julho

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Governo brasileiro defendeu o Pix e comparou com sistema americano (Foto: Ricardo Stuckert, PR; Redes sociais, Reprodução)

Santa Catarina tem 68% das exportações aos Estados Unidos atingidas pelas novas tarifas (Foto: Ricardo Stuckert, PR; Redes sociais, Reprodução)

Santa Catarina está entre os estados brasileiros mais atingidos pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), 68% das exportações catarinenses destinadas ao mercado norte-americano serão afetadas pela tarifa adicional de 25%, o maior nível de exposição proporcional entre os estados.

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Ao lado de São Paulo, Santa Catarina concentra 52% de todo o impacto econômico da medida. Do total de US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras atingidas pelas novas tarifas, US$ 3 bilhões correspondem a produtos paulistas. Embora São Paulo concentre o maior volume financeiro afetado, Santa Catarina aparece como o estado mais vulnerável em termos proporcionais, devido à forte dependência do mercado americano.

As novas tarifas foram confirmadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e passam a valer em 22 de julho. Segundo o governo norte-americano, a medida foi adotada em razão de supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil. O governo brasileiro rejeita essa justificativa.

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De acordo com a ApexBrasil, a taxação deve atingir 19,2% de tudo o que o Brasil exporta aos Estados Unidos.

Plano para reduzir dependência

Diante dos impactos, a ApexBrasil anunciou um plano de R$ 130 milhões para apoiar empresas brasileiras na busca por novos mercados internacionais. A estratégia será executada em parceria com entidades do setor produtivo e tem como objetivo reduzir a dependência do mercado norte-americano.

Embora Santa Catarina esteja entre os estados mais afetados, a agência ainda não detalhou quais setores catarinenses concentram a maior parte das exportações atingidas.

Construção civil dos EUA também pode sentir efeitos

Em evento para a apresentação dos dados, na última sexta-feira (17), o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou que a medida não deverá afetar apenas os exportadores brasileiros, mas também empresas e consumidores norte-americanos.

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Segundo ele, os Estados Unidos dependem significativamente de produtos brasileiros utilizados na construção civil. Atualmente, 30% da madeira importada pelos EUA é proveniente do Brasil, sendo que dois terços desse volume têm origem no Paraná.

Outro produto citado foi o granito. Os dados da ApexBrasil mostram que 36% do granito importado pelos Estados Unidos é brasileiro, material amplamente utilizado no setor da construção.

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“Não há como, de uma hora para outra, o americano, que tem 30% do seu suprimento de madeira do Brasil para construção, buscar em outro local. Não tem como buscar granito em outro local com essa dependência de 36%”, afirmou Müller.

Na avaliação da agência, a redução da oferta desses produtos pode elevar custos para a indústria da construção civil norte-americana e contribuir para o aumento da inflação no país.

Produtos brasileiros taxados em 25%