O rio Mendanha, estratégico para macrodrenagem de Itapoá, cidade conhecida pelos 32 km de praia no Litoral Norte de SC, passa por um estudo para elaboração de um projeto de intervenções. O objetivo é reintegrar o curso d’água na paisagem urbana e revitalizar as margens. A contratação da empresa que elabora o projeto já foi realizada, com um investimento de R$ 64 mil.
Segundo a prefeitura, o prazo para elaboração dos estudos é de cinco meses, sendo que os primeiros iniciaram em junho, ou seja, a expectativa é que o projeto para recuperação de áreas degradadas esteja pronto até outubro de 2026. As intervenções serão feitas a partir da avenida André Rodrigues de Freitas, até a foz do Rio, próximo a famosa 3ª pedra, ponto turístico da região.
Veja fotos da 3ª Pedra de Itapoá:
Atualmente, o projeto se encontra na fase do diagnóstico ambiental preliminar, etapa que vem antes da elaboração do projeto de recuperação em si. Já, em relação as intervenções estão previstas plantio de mudas e também a instalação de mobiliário urbano.
— O objetivo é transformar o local em um espaço que seja bem visto pela população, que também passará a zelar por esse patrimônio natural. Além disso, a recuperação da mata ciliar reduz o risco de inundações e contribui para o aumento da biodiversidade — explicou Mariana Lima, bióloga da Prefeitura de Itapoá.
Rio Mendanha em Itapoá
Conforme o Diagnóstico Socioambiental de Itapoá, o município apresenta Áreas de Preservação Permanente em diferentes estágios de conservação. Enquanto algumas regiões permanecem altamente preservadas, como parte do Rio Saí-Mirim, outras foram quase completamente descaracterizadas pelo processo de urbanização, como é o caso do Rio Mendanha.
Veja fotos da vegetação na área de preservação do Rio Mendanha:
A intensa atividade humana e a presença de vegetação não nativa estão entre os fatores que contribuíram para a descaracterização das margens do Rio Mendanha ao longo dos anos. Diante desse cenário, a legislação municipal também passou por alterações para definir as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as faixas onde não são permitidas construções ou intervenções permanentes.
Em 2022, uma lei complementar específica passou a estabelecer as regras para as APPs e as faixas não edificáveis nas margens do Rio Mendanha. A área urbana consolidada considerada pela legislação fica entre a Rua 1.100, Madre Paulina, e a foz na 3ª Pedra, com exceção de um trecho entre as ruas Emanuel Vieira Garcia e Mariana Michels Borges.








