Mãe que sofria agressões dá à luz em hospital de SC e encontra chance de recomeçar com o bebê longe da violência

Família da mulher, que vive em São Paulo, veio até Florianópolis para prestar apoio para a mãe

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Mãe e filho foram autorizados a viver em São Paulo (Foto: Banco de Imagens)

Mãe e filho foram autorizados a viver em São Paulo (Foto: Banco de Imagens)

Uma mulher que sofria violência doméstica e psicológica dentro da própria casa em Florianópolis viu a vida mudar completamente depois do parto. De acordo com a Defensoria Pública de Santa Catarina, uma força-tarefa foi realizada entre a equipe técnica multidisciplinar da unidade de saúde e a Defensoria para que a mulher não precisasse voltar ao local onde vivia com o agressor após dar à luz, dessa vez com o bebê.

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A equipe do hospital identificou que a mulher não tinha uma rede de apoio em Florianópolis para onde pudesse ir depois que recebesse alta, e o retorno poderia trazer riscos para ela e para o bebê recém-nascido.

Segundo a Defensoria Pública, ela estava em tratamento para transtorno psiquiátrico e, por isso, também havia a possibilidade de que a criança fosse acolhida institucionalmente, o que resultaria na separação entre mãe e filho. No hospital, no entanto, a equipe percebeu que a mãe era cuidadosa com a criança e não apresentava risco direto ao bebê.

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Com isso, o Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública entrou com um pedido de medida protetiva de urgência, que foi acolhido pela Justiça. Além disso, a família da mãe, que vive em São Paulo, também foi autorizada a ir até Florianópolis para acolher a mulher. Com isso, foi suspensa de forma temporária a alta da mãe e do bebê para garantir que os familiares pudessem se organizar e se deslocar até a capital catarinense.

Com a rede familiar já em Florianópolis, uma audiência na Vara da Infância e Juventude foi realizada, com a Defensoria defendendo que a mulher pudesse ter a oportunidade de deixar o hospital com a criança, mas sem retornar à casa onde vivia antes do parto.

A alta da mulher e do bebê foi autorizada pela Justiça, assim como a reunião com a família. No município paulista, elas também devem ser acompanhadas pela rede de proteção.

— A intervenção imediata permitiu evitar o retorno a um contexto de violência e uma separação que poderia causar impactos profundos para ambos — disse a defensora pública Anne Teive Auras, coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher.