Obra milionária de alargamento em praia que quase “sumiu” avança 30% em três dias em SC

Intervenção na Praia do Gravatá vai devolver a faixa de areia ao local; Investimento é de R$ 31,5 milhões

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Alargamento da Praia do Gravatá já supera 30% de execução em apenas três dias (Foto: Prefeitura de Navegantes, Divulgação)

A obra de alargamento na Praia do Gravatá, que vai transformar uma faixa de areia praticamente inexistente em uma extensão de até 70 metros, segue em ritmo acelerado em Navegantes. Em apenas três dias de trabalho, mais de 30% dos serviços já foram concluídos, e as equipes já avançaram cerca de 800 metros da área de 2,3 quilômetros que será recuperada. A previsão é que a intervenção seja concluída no início de agosto.

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De acordo com a Prefeitura de Navegantes, a força-tarefa acontece de forma ininterrupta, 24 horas por dia, com o auxílio de diversas máquinas na faixa de areia, e a draga Galileo Galilei, conhecida por outras grandes obras em Santa Catarina, como o engordamento da Praia Central de Balneário Camboriú.

Segundo a Secretaria de Infraestrutura, a draga é capaz de realizar cinco ciclos diários. O processo inclui a retirada de areia de uma jazida, que fica a cerca de 15 quilômetros da orla, o deslocamento até um ponto de acoplamento a aproximadamente 1,4 quilômetro da praia, onde o sedimento é bombeado por tubulações até o local da obra, e o retorno ao local de extração para reiniciar a operação de dragagem.

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Veja como estão os trabalhos na Praia do Gravatá

Nessa quinta-feira (23), os trabalhos entraram em uma fase mais complexa. Até então, a força-tarefa estava concentrada nos trechos onde ainda havia uma faixa de areia mais ampla. A partir de agora, as equipes passam a atuar nos pontos em que a praia está praticamente inexistente, o que deve tornar o avanço da obra mais lento devido à necessidade de utilizar um volume maior de areia.

— Até aqui, as equipes trabalharam nos pontos da praia com maior extensão de terra. Agora que passaram da entrada 76, começam os trabalhos onde atualmente há a menor faixa de areia e dentro de trechos alagados. Por isso, a obra andará com menor velocidade, incluindo a necessidade do uso de volumes mais elevados de areia — explica o secretário de Infraestrutura, Roberto Ferreira.

Faixa de areia será elevada para 70 metros

Iniciada nessa segunda-feira (20), a expectativa da Prefeitura de Navegantes é que a dragagem seja concluída em até 15 dias. Os trabalhos começaram na região próxima ao Rio das Pedras e seguem até o Molhe do Gravatá, alcançando uma extensão de 2,3 quilômetros.

Após o período de acomodação da areia, a expectativa é que a faixa da praia passe a ter cerca de 70 metros de largura, tamanho que se assemelha à Praia Central de Balneário Camboriú, que também realizou o mesmo procedimento.

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Com um investimento público de R$ 31,5 milhões, a empresa belga Jan de Nul, considerada uma das maiores empresas de engenharia marítima do mundo é a responsável pelo engordamento da Praia do Gravatá.

Interdição fecha a praia para o público

Como medida de segurança, acesso à Praia do Gravatá ficará totalmente interditado durante a execução da dragagem e pelos 10 dias seguintes, período que é necessário para a acomodação da areia. Apenas pessoas autorizadas poderão entrar na área, que permanecerá isolada. A restrição vale para qualquer tipo de atividade, como caminhadas, banho de mar e pesca.

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— Nesse período, é muito importante que a população tome o seu cuidado, porque aqui a areia fica fofa, ela vai se sedimentando aos poucos e, principalmente, naquela parte submersa que é a parte mais perigosa. Então, pedimos para que as pessoas não adentrem ao mar nesse momento. Em terra teremos equipamentos grandes trabalhando também. Isso é muito perigoso e, então, deixaremos a praia fechada nesse período. Depois nós vamos desfrutar de uma praia mais larga e mais bonita — pede o o secretário de Infraestrutura, Roberto Ferreira.

Como é a draga que fará o alargamento

A draga Galileo Galilei tem 166 metros de comprimento e capacidade para transportar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos a cada viagem feita. A embarcação, de bandeira de Luxemburgo e construída na China em 2020, já atuou em outras grandes obras de alargamento do litoral catarinense, como na Praia Central de Balneário Camboriú e na Praia de Itapoá.

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Equipada com sistemas de navegação e monitoramento ambiental, a draga funciona utilizando tubos que alcançam o leito marinho para aspirar a mistura de areia e água, armazenando o material em um compartimento interno. Depois, a carga é transportada e bombeada até a praia, onde a areia é utilizada para alargar a faixa de areia.

Registrada sob o número IMO 9872365, a draga é equipada com sistemas modernos de navegação e monitoramento ambiental, é recorrentemente utilizada em projetos de engenharia costeira e manutenção de canais de navegação em diferentes países.