Após uma mudança no cronograma da obra ter atrasado os trabalhos de alargamento na Praia do Gravatá, em Navegantes, a draga Galileo Galilei chegou à cidade nessa segunda-feira (20), e iniciou a dragagem que deve recuperar a faixa de areia da praia, que já é quase inexistente em alguns trechos.
De acordo com a Prefeitura de Navegantes, a previsão é que a dragagem seja concluída em até 15 dias. Os trabalhos começaram na região próxima ao Rio das Pedras e seguem até o Molhe do Gravatá, alcançando uma extensão de 2,3 quilômetros.
Após o período de acomodação da areia, a expectativa é que a faixa da praia passe a ter cerca de 70 metros de largura.
Trabalhos estão a todo vapor em Navegantes
Com um investimento público de R$ 31,5 milhões, a empresa belga Jan de Nul, considerada uma das maiores empresas de engenharia marítima do mundo é a responsável pelo engordamento da Praia do Gravatá.
— Hoje marcamos o início de uma obra de grande relevância para o município. O alargamento da praia representa muito mais do que uma intervenção de engenharia complexa, é um investimento na proteção da orla, na segurança da população, na valorização do patrimônio natural e no fortalecimento da economia local. Uma praia mais ampla e resiliente beneficia o turismo, o comércio, gera oportunidades e contribui para a qualidade de vida de toda a comunidade — destaca Vinicius Delfim, engenheiro civil e representante da empresa Jan de Nul.
Interdição fecha a praia para o público
Como medida de segurança, acesso à Praia do Gravatá ficará totalmente interditado durante a execução da dragagem e pelos 10 dias seguintes, período que é necessário para a acomodação da areia. Apenas pessoas autorizadas poderão entrar na área, que permanecerá isolada. A restrição vale para qualquer tipo de atividade, como caminhadas, banho de mar e pesca.
— Nesse período, é muito importante que a população tome o seu cuidado, porque aqui a areia fica fofa, ela vai se sedimentando aos poucos e, principalmente, naquela parte submersa que é a parte mais perigosa. Então, pedimos para que as pessoas não adentrem ao mar nesse momento. Em terra teremos equipamentos grandes trabalhando também. Isso é muito perigoso e, então, deixaremos a praia fechada nesse período. Depois nós vamos desfrutar de uma praia mais larga e mais bonita — pede o o secretário de Infraestrutura, Roberto Ferreira.
Como é a draga que fará o alargamento
A draga Galileo Galilei tem 166 metros de comprimento e capacidade para transportar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos a cada viagem feita. A embarcação, de bandeira de Luxemburgo e construída na China em 2020, já atuou em outras grandes obras de alargamento do litoral catarinense, como na Praia Central de Balneário Camboriú e na Praia de Itapoá.
Equipada com sistemas de navegação e monitoramento ambiental, a draga funciona utilizando tubos que alcançam o leito marinho para aspirar a mistura de areia e água, armazenando o material em um compartimento interno. Depois, a carga é transportada e bombeada até a praia, onde a areia é utilizada para alargar a faixa de areia.
Registrada sob o número IMO 9872365, a draga é equipada com sistemas modernos de navegação e monitoramento ambiental, é recorrentemente utilizada em projetos de engenharia costeira e manutenção de canais de navegação em diferentes países.








