Um homem de 55 anos, que adotou e criou um filho com paralisia cerebral, está mobilizando uma campanha nas redes sociais para arrecadar recursos destinados ao tratamento de um câncer de próstata agressivo. Natural de Goiânia, Moisés é responsável pela saúde de Dayvid, que tem 28 anos e é totalmente dependente do pai adotivo.
A vaquinha virtual foi lançada por amigos e familiares há uma semana e já recebeu R$ 2.521,30, valor que será utilizado para custear uma cirurgia robótica não coberta pelo plano de saúde. O valor do procedimento fica em torno de R$ 40 mil a R$ 80 mil em hospitais privados.
Moisés ficou conhecido por ter adotado Dayvid, com apenas 40 dias, quando ele foi deixado na porta de sua casa. A mãe biológica viajou para a Espanha e nunca mais voltou. Mesmo após realizar um exame de DNA e confirmar que não era o pai biológico da criança, ele decidiu criá-lo como filho.
Atualmente, Davyd tem 28 anos e convive com paralisia cerebral, epilepsia e atrofia nos membros. Segundo Moisés, o filho é totalmente dependente e precisa de cuidados durante 24 horas por dia, incluindo alimentação assistida, medicação, higiene e acompanhamento médico constante.
Além de Moisés, os cuidados são compartilhados com Maria José, de 75 anos, considerada a avó de coração do jovem. Apesar das limitações, ele gosta de ouvir música e passear de carro ou em sua cadeira de rodas.
Veja fotos de Moisés e Deyvid
Rotina de exames frequentes
Foi justamente por manter uma rotina rigorosa de exames preventivos que Moisés descobriu a doença. Segundo ele, sempre fez acompanhamento com especialistas porque precisava manter a saúde para cuidar da família.
Após notar o aumento progressivo do PSA, exame utilizado para rastrear alterações na próstata, os médicos solicitaram uma ressonância magnética e uma biópsia. Dos sete fragmentos analisados, dois confirmaram um câncer agressivo, que exige tratamento rápido para evitar a disseminação da doença.
Além do diagnóstico, Moisés já convive com outros problemas de saúde. Em 2018, precisou colocar um stent após uma obstrução de 99% na artéria coronária direita e também faz tratamento para diabetes. Por esse histórico, os médicos indicaram a cirurgia robótica, considerada a alternativa mais segura por reduzir a perda de sangue, o tempo de recuperação, a dor no pós-operatório e os riscos de complicações. No entanto, o procedimento não é coberto pelo plano de saúde.
Ao explicar por que precisa se recuperar rapidamente, Moisés diz que sua maior preocupação não é consigo mesmo:
— Preciso voltar a trabalhar e cuidar da minha filha, do Davyd e da minha esposa.
Segundo os organizadores da campanha, os recursos arrecadados serão utilizados para custear a cirurgia, os exames de acompanhamento e o período de recuperação, além de ajudar a manter os cuidados diários de Davyd enquanto o pai realiza o tratamento. Os interessados podem enviar os valores pelo link.





