Uma massa de ar frio deve avançar por Santa Catarina e outros seis estados ao longo desta terça (28) e quarta-feira (29), segundo informações de Matheus Manente, meteorologista da Meteored. A queda nas temperaturas deve provocar geadas em regiões da Serra catarinense.
A onda de frio deve atingir a região catarinense e os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Na região Sul, o frio deve atingir sua intensidade máxima na quinta-feira (30), com risco de mínimas abaixo dos 10°C, chegando a 5°C na região da Serra catarinense e no Extremo Sul do Rio Grande do Sul.
O tempo também será propício para formação de geadas em alguns municípios, que devem registrar temperaturas mínimas de 4°C na madrugada e no início da manhã desta quinta-feira (30)
Veja fotos da geada em SC em 2026
Cidades do Sudeste também terão queda nas temperaturas
A massa de ar frio deve avançar na direção Norte, diminuindo as temperaturas na região Sudeste. Não há previsão de temperaturas extremas, mas há possibilidade de geadas pontuais durante a madrugada e manhã da sexta-feira (31) e do sábado (1°) em alguns municípios.
As temperaturas devem cair no Vale do Paraíba, em algumas regiões de Minas Gerais, como os arredores da Serra da Mantiqueira, e na região serrana do Rio de Janeiro. Dezenas de municípios registrarão mínimas abaixo dos 10°C, segundo Matheus Manente, meteorologista da Meteored.
Temperaturas devem continuar acima da média mesmo com onda de frio
A massa de ar frio não irá trazer efeitos muito expressivos para o clima, já que as temperaturas não devem cair de maneira considerável durante a semana, continuando muito acima da média, em pleno inverno.
Segundo o meteorologista Mário Quadro, as temperaturas elevadas são comuns no inverno, mas o fenômeno do El Ninõ pode influenciar nos termômetros.
— Todo inverno a gente ter ondas de calor. Isso acontece normalmente no inverno associado a bloqueios de atmosféricos. Assim como esse que está sendo previsto que vai aumentar as temperaturas no centro do país. Então, independente de ter El Ninõ ou não, essas coisas vão acontecer — disse o profissional.
No entanto, o aumento das temperaturas no Pacífico acontecem de forma bem acelerada e os primeiros efeitos, que seriam sentidos na primavera, foram antecipados para o inverno.
— Por outro lado, o El Niño está se elevando, ou seja, está se intensificando rapidamente, comparado com os outros parecidos com esse forte que tiveram. Esse está crescendo, ampliando as temperaturas no Pacífico de uma forma bem acelerada e isso faz com que os primeiros efeitos, que seriam normalmente na primavera, sejam antecipados para o inverno, como, por exemplo, essas chuvas que estão acontecendo no Rio Grande do Sul agora — afirma.
O que é o El Niño
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o El Niño é o nome dado ao aumento na temperatura da superfície da água em um trecho do Oceano Pacífico perto do Peru, fazendo ela evaporar mais rápido. O ar quente sobe para a atmosfera, levando umidade e formando uma grande quantidade de nuvens carregadas.
Com isso, no meio do Pacífico chove mais, afetando a região Sul do Brasil, pois a circulação dos ventos em grande escala, causada pelo El Niño, também interfere em outro padrão de circulação de ventos na direção norte-sul e essa interferência age como uma barreira, impedindo que as frentes frias, que chegam pelo Hemisfério Sul, avancem pelo país. Logo, elas ficam concentradas por mais tempo na região Sul.






















