Após 10 anos, SC indica área para ter a 1ª Casa da Mulher Brasileira com verba federal; veja onde será

Ofício enviado ao Ministério das Mulheres marca o início dos trâmites para construção da primeira unidade em Santa Catarina, com atendimento gratuito e funcionamento 24 horas

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Casa da Mulher Brasileira (Foto Divulgação, Governo Federal)

Exemplo de unidade de Casa da Mulher Brasileira (Foto: Divulgação, Governo Federal)

O governo de Santa Catarina formalizou no dia 16 de julho o interesse em implementar a primeira Casa da Mulher Brasileira (CMB) no Estado. O projeto é financiado desde 2015 pelo governo federal e tem o objetivo de reunir, em um único local, os principais serviços de atendimento às mulheres em situação de violência com atendimento 24h por dia.

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Até então, Santa Catarina era o único estado sem adesão ao projeto. Com a manifestação enviada à Brasília, o governo catarinense deu início aos trâmites para a construção da casa, com indicação de uma área na Rodovia Admar Gonzaga, bairro Itacorubi, em Florianópolis.

Por que Casa da Mulher Brasileira deve ser em Florianópolis

De acordo com o ofício enviado pelo governador Jorginho Mello (PL) à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o endereço foi escolhido por ser uma localidade “considerada estratégica em razão de sua localização, acessibilidade e potencial de integração com os serviços públicos existentes”. A Casa da Mulher Brasileira deve ser construída em um terreno com área total de 8.973,74 m².

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Conforme apurado pelo NSC Total, o governo do Estado deve se reunir em breve com a Prefeitura de Florianópolis para formalizar os trâmites para implementação da Casa da Mulher Brasileira neste terreno indicado. A data da reunião ainda não foi divulgada.

No ofício enviado ao governo federal, Jorginho destacou um pedido para que o projeto seja implementado preferencialmente em Florianópolis. Atualmente, a capital catarinense conta com uma Casa de Passagem para Mulheres em Situação de Violência e em Situação de Rua, com capacidade para acolher até 40 pessoas.

No entanto, a vereadora Carla Ayres (PT) protocolou, em 16 de março deste ano, um requerimento pedindo esclarecimentos sobre denúncias relacionadas à superlotação, à falta de estrutura adequada e à insegurança do local.

Como funciona a Casa da Mulher Brasileira, que ser construída em Florianópolis

Para implementar o projeto, o acordo de cooperação técnica do governo federal diz que “o valor necessário para a construção e equipagem das CMBs será proveniente do Fundo Nacional de Segurança Pública. As CMBs serão instaladas, nas capitais que ainda não possuem esse equipamento e nos Municípios definidos entre as partes, mediante assinatura de termo de adesão”.

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O modelo atual prevê que o Ministério das Mulheres financie o custeio e a manutenção da Casa por até dois anos após a inauguração. Depois desse período, a responsabilidade financeira passa a ser do estado ou do município que administra a unidade.

A proposta do projeto Casa da Mulher Brasileira é evitar que a vítima tenha de percorrer diferentes órgãos para registrar a ocorrência, buscar proteção, atendimento psicológico e assistência jurídica. O projeto foi criado em 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e foi reinaugurado em 2023. Desde entãom, foram construídas 12 unidades em funcionamento em todo o Brasil e outras 31 estão em fase de em implantação ou em obras.

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Confira os serviços oferecidos no projeto

Na prática, a Casa da Mulher Brasileira oferece:

  • Acolhimento e triagem, que é a porta de entrada para o atendimento;
  • Atendimento psicossocial, com psicólogos e assistentes sociais;
  • Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM);
  • Defensoria Pública;
  • Ministério Público;
  • Juizado especializado em violência doméstica e familiar (onde houver estrutura);
  • Alojamento de passagem para mulheres e seus filhos quando há risco iminente;
  • Brinquedoteca, para acolher crianças durante o atendimento;
  • Central de transportes, para deslocamento aos serviços necessários;
  • Ações de promoção da autonomia econômica, como encaminhamento para qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho.

O atendimento é gratuito, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e é destinado a mulheres que sofreram qualquer tipo de violência, como:

  • violência física;
  • psicológica;
  • sexual;
  • patrimonial;
  • moral;
  • violência doméstica e familiar