Como enfermeiro conseguiu caminhar seis horas com bastão atravessado no peito e descer montanha sem dor nos EUA

David Cifaldi sobreviveu após acidente durante trilha e optou por não chamar socorro; ele não apresentava sangramento no local em que estava o bastão

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Enfermeiro relatou não sentir dor com bastão atravessado no peito (Foto: Divulgação)

O enfermeiro americano David Cifaldi sobreviveu após ser perfurado por um bastão em seu peito durante uma trilha com dois amigos. Ele levou quase seis horas para descer a montanha de quase 4 mil metros, mas não apresentou sangramento ou dor.

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David conseguia respirar fundo e relatava sentir o bastão de caminhada atravessar a pele, cravado no músculo latíssimo do dorso esquerdo, abaixo da axila e saindo pelas costas. O caso aconteceu em 20 de julho.

David manteve o bastão dentro do corpo por questões de segurança. Um princípio médico afirma que se houver um material ou objeto cravado no corte, ele não deve ser retirado com risco de perda de sangue maior, segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)

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Mesmo ferido, ele se sentia seguro, pois tinha dois “amigos inabaláveis que nunca vacilaram”, segundo o enfermeiro. Ele relatou que soube que tudo ficaria bem quando eles pararam na metade do caminho para um lanche e “começaram a fazer piadas sobre espetinhos”.

Homem demorou a perceber o que havia ocorrido

Segundo o enfermeiro, ele não havia percebido o ocorrido até sentar e não encontrar seu bastão no chão. Por trabalhar na área da saúde, David pediu aos amigos que tirassem fotos do ferimento para poder fazer uma autoavaliação.

— Acho que meu cérebro de enfermeiro entrou em ação. Assim que consegui fazer uma avaliação e estabelecer que aquilo não representava um risco imediato à vida, fiquei convencido de que sairia da montanha pelos próprios meios — afirmou.

Enfermeiro com bastão enfiado no peito optou por não chamar socorro

Após detectar que não corria risco imediato, o grupo decidiu voltar caminhando até a base da montanha sem retirar a vara. Ele optou por não chamar socorro em razão dos serviços hospitalares americanos serem excessivamente caros.

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Segundo a seguradora brasileira Porto Seguro, o valor médio de uma visita ao Emergency Room (ER), o pronto-socorro estadunidense, pode chegar até 3 mil dólares (R$ 15,4 mil) . Já o preço apenas para o transporte até o hospital, que poderia ser acionado pelo enfermeiro, varia entre 800 e 2.500 dólares (R$ 4,1 mil a R$ 12,8 mil).

Foram seis horas de retorno até a cidade de Billings. No hospital, ele foi sedado e retiraram o bastão.

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— Eu me sinto com muita sorte. Alguns centímetros para o outro lado e esta seria uma história diferente — disse à NBC.