A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi confirmada pelo Partido Liberal (PL) como candidata ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. A decisão ocorreu neste domingo (2), após convenção realizada no Parque da Cidade, em Brasília.
No evento, o nome de Bia Kicis, também do PL, foi lançado para a disputa do Senado. Até a publicação desta matéria, Michelle não havia aparecido no evento, nem se manifestado publicamente a respeito da candidatura. Ela foi internada no sábado (1º) para investigar enxaquecas recorrentes e teve alta neste domingo.
Na convenção, o partido também confirmou que apoiará a campanha de reeleição da atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), segundo o g1. Ao discursar no evento, Celina afirmou que Michelle enfrentou dias difíceis antes de decidir disputar o Senado.
“Ela foi muito questionada por que não decidia logo. Era muito difícil para ela decidir entre cuidar do marido e ser candidata. Mas, por amor ao marido, pela aliança que ela tem com a Bia e pela responsabilidade que ela tem com o Brasil, Michelle será nossa senadora junto comigo”, disse.
As convenções que oficializam as alianças e definem os nomes dos candidatos podem ocorrer até 5 de agosto, segundo o calendário eleitoral. As candidaturas ainda precisam oficializar o registro à Justiça Eleitoral até 15 de agosto, com envio de documentações partidárias, pessoais e plano de governo.
Quem é Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado do DF
Michelle Bolsonaro tem 44 anos e nasceu em Ceilândia, no Distrito Federal. Ela e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão juntos desde 2007. Eles se casaram em 2013.
Em 2004, aos 22 anos, Michelle foi contratada como secretária na Câmara dos Deputados. Ela também passou pela liderança do PP, até que, dois anos depois, conheceu o então deputado Jair Bolsonaro. Em 2007 foi nomeada secretária parlamentar do gabinete dele.
Desde o fim do mandato do marido como presidente, Michelle fortaleceu sua imagem pública e chegou a se tornar presidente do PL Mulher, iniciativa voltada para o eleitorado feminino. A ex-primeira-dama deixou a liderança do movimento no fim de junho. Essa será sua primeira candidatura.




