Animal silvestre “fofinho” pode transmitir doença fatal e acende atenção após alta de acidentes em Florianópolis

Espécie é invasora e pode causar transtornos, autoridades orientam para algumas proteções

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Os saguis não são uma espécie nativa em SC e ainda não há levantamentos populacionais do animal (Foto: Karina Malamud, Arquivo pessoal)

Em 2026, até esta segunda-feira (03), foram confirmados 83 acidentes envolvendo saguis, em Florianópolis. Os dados são da Secretaria de Saúde de Santa Catarina. O Hospital Nereu Ramos, referência na região a profilaxia de raiva que pode ser transmitida pelos animais, entre 2019 e 2024, foram registrados 107 casos, sendo mais de 80% na capital catarinense. Grande parte deles ocorrem dentro das moradias.

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De acordo com a médica e infectologista do Hospital, Magali Chaves Luiz, as principais áreas de risco se relacionam com áreas de desmatamento:

“Observamos que era mais no sul da ilha e algumas regiões no norte, áreas onde o desmatamento foi maior, e consequentemente os saguis tiveram maior proximidade da área urbana”, afirmou.

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A doutora ainda informa que por serem “fofinhos”, a população permite que os animais se aproximem e tentam alimentá-los. A proximidade constante e a falta de cuidado com os animais, é um dos fatores que aumentam a crise de Raiva.

O Ministério da Saúde avisa que a doença de Raiva é transmitida por qualquer mamífero, em especial animais silvestres. Ela provoca inflamação no cérebro e, se não for tratada a tempo, pode levar leva à morte.

O que os dados da Secretária de Saúde apontam

  • Em 2022 – 21 casos foram registrados
  • Em 2023 – 20 casos foram registrados
  • Em 2024 – 47 casos foram registrados
  • Em 2025 – 103 casos foram registrados
  • Em 2026* – 83 casos foram registrados

*Os dados são parciais

Orientações das autoridades:

  • Não alimentar;
  • Não tentar segurar;
  • Se encontrar um animal machucado, não tente resgata-lo, chame as autoridades.

Veja fotos dos saguis em Florianópolis

Fui mordido, o que faço agora?

Segundo a doutora Magali, caso a pessoa seja mordida ou tenha algum ferimento em contato com o animal, a primeira ação deve ser lavar o local de forma adequada com água e sabão. Não se deve passar álcool na lesão. A limpeza ajuda no combate a proliferação do vírus.

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Após a higienização imediata, os pacientes mordidos por animais silvestres devem buscar a unidade de saúde mais próxima, onde será disponibilizado soro anti-raiva e receberem demais orientações.

*Sob Supervisão de Nicoly Souza