Cleitinho decide não disputar eleição para governo e deixa cenário incerto em MG: “Não está fácil”

Senador do Republicanos perdeu irmão há duas semanas e optou por ficar de fora da corrida eleitoral no estado mineiro

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Cleitinho (à dir. na imagem) citou momento difícil para família e disse não ter condições de concorrer (Foto: Instagram Marcos Pereira, Reprodução)

Cleitinho (à dir. na imagem) citou momento difícil para família e disse não ter condições de concorrer (Foto: Instagram Marcos Pereira, Reprodução)

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) decidiu não concorrer ao governo de Minas Gerais nas Eleições 2026. A participação dele na disputa era uma das principais indefinições do cenário eleitoral no estado, que é o segundo maior colégio eleitoral do país.

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O Republicanos anunciou a decisão de Cleitinho nesta segunda-feira (3). O senador era líder nas pesquisas de intenção de voto. No último levantamento da Genial/Quaest, na semana passada, aparecia com 35% das intenções de voto, contra 12% do adversário Alexandre Kalil (PDT), que tinha 12%.

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, explicou que a decisão de Cleitinho foi espontânea, pessoal e se deve ao “momento difícil que ele está vivenciando”. Há duas semanas, o senador perdeu o irmão, Matheus Augusto Azevedo, que morreu vítima de complicações de uma leucemia, em 18 de julho.

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O dirigente partidário afirmou compreender o momento de luto de Cleitinho, mas lembrou que o senador sequer compareceu à convenção do partido, na semana passada. Segundo Marcos Pereira, “muito em função do luto” enfrentado pelo senador.

Cleitinho admite momento difícil para família

Em vídeo divulgado nas redes sociais do Republicanos, Cleitinho confirmou a decisão, chorou e pediu perdão.

“Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade”, afirmou.

Cleitinho era um candidato apontado como possível nome para receber o apoio do PL, do candidato a presidente Flávio Bolsonaro. Com ele fora da disputa, a legenda deve apostar em um candidato próprio. Até o momento, nomes como o empresário e presidente licenciado da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe (PL), e o também empresário do grupo Sada e ex-prefeito de Betim (MG), Vittorio Medioli (PL), eram apontados como os favoritos.

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Do lado lulista, o PT anunciou a candidatura de Patrus Ananias (PT), deputado federal, ex-prefeito de Belo Horizonte e quadro histórico do partido.

Assista ao vídeo