O termo usado todos os dias que fez cidade de 2 mil habitantes e referência em turismo rural travar “batalha” de 64 anos

Município com 2.088 habitantes teve o termo “santarosalimense” reconhecido oficialmente pelo IBGE após anos de uso pela população

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Com pouco mais de 2 mil habitantes, pequena cidade no Sul catarinense se tornou referência em turismo rural e agroecologia (Foto: Prefeitura de Santa Rosa de Lima, Reprodução)

Reconhecida pelo turismo rural e pela produção orgânica, Santa Rosa de Lima, no Sul de Santa Catarina, levou 64 anos desde a emancipação para oficializar o gentílico usado pela própria população. Em 2026, o município teve o termo santarosalimense reconhecido oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para designar quem nasce ou vive na cidade.

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Até então, os registros federais utilizavam o gentílico rosa-limense, denominação que, segundo a prefeitura, nunca fez parte do cotidiano dos moradores nem era adotada pelo poder público municipal. A mudança ocorreu após a aprovação da Lei Municipal nº 2.643, sancionada em abril, e um pedido encaminhado ao IBGE, que confirmou a atualização em maio.

Segundo a administração municipal, a alteração fortalece a identidade local e valoriza o sentimento de pertencimento da população, que há décadas utiliza o termo santarosalimense.

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O que fazer em Santa Rosa de Lima

Com apenas 2.088 habitantes, Santa Rosa de Lima se tornou uma das principais referências em turismo rural no Brasil. Localizada nas Encostas da Serra Geral, a cidade atrai visitantes interessados em experiências no campo, hospedagem em propriedades rurais, gastronomia típica e contato com a natureza.

O município abriga oito empreendimentos ligados à Rede Acolhida na Colônia, associação criada em 1999 para incentivar agricultores familiares a diversificarem a renda por meio do agroturismo. Nas propriedades, os visitantes podem acompanhar a rotina no campo, experimentar alimentos orgânicos produzidos no local, fazer trilhas, conhecer cachoeiras, aproveitar cafés coloniais e vivenciar tradições preservadas pelas famílias agricultoras.

A cultura germânica também é um dos atrativos. O destaque é o gemüse (guimis), prato típico preparado com batata, couve e carnes suínas defumadas, reconhecido como Patrimônio Histórico-Cultural Imaterial do município e celebrado na tradicional Gemüse Fest, realizada a cada dois anos.

Turismo rural coloca Santa Rosa de Lima no mapa internacional

O modelo desenvolvido em Santa Rosa de Lima ganhou reconhecimento além das fronteiras do município. A cidade foi escolhida para sediar o 2º Encontro Internacional de Turismo Intercultural, entre os dias 14 e 16 de agosto, reunindo pesquisadores, gestores públicos, empreendedores e representantes de comunidades do Brasil, Chile, Bolívia e Colômbia.

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A expectativa é receber cerca de 200 participantes para discutir iniciativas que unem turismo, geração de renda e preservação da identidade cultural. Com o tema “40 Anos de Desenvolvimento à Escala Humana – Inovação em experiências comunitárias, rurais e de povos originários”, o encontro terá como foco o turismo de base comunitária, a agroecologia, a sociobiodiversidade e o desenvolvimento territorial.

A escolha do município como sede está ligada à trajetória construída ao longo das últimas décadas. Mesmo com uma população pequena, Santa Rosa de Lima se tornou referência nacional ao integrar agricultura familiar, produção orgânica e turismo rural. A cidade também recebeu os títulos de Capital Catarinense da Agroecologia e Capital Nacional da Meliponicultura.

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Nas propriedades rurais, as famílias mantêm a produção agrícola enquanto recebem visitantes. A hospitalidade, a gastronomia típica, o contato com a natureza e a participação nas atividades do campo transformaram-se em atrativos turísticos e em uma alternativa de renda para os moradores, contribuindo também para a permanência das novas gerações no meio rural.