Crédito habitacional receberá R$ 3,5 bilhões a partir de nova medida provisória; entenda o que muda

Governo libera verba para o Minha Casa, Minha Vida e abre brecha para construtoras e prefeituras regularizarem projetos

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Governo edita MP que destina R$ 3,5 bilhões para fundos de crédito e concede dois anos a mais para concluir obras habitacionais. (Foto: Reprodução)

O setor habitacional e os programas de crédito brasileiro vivem mudanças a partir de uma nova Medida Provisória publicada pelo Governo Federal na última semana. A medida destina R$ 3,5 bilhões para fundos de garantia e concede dois anos extras para a conclusão de obras habitacionais paralisadas. As mudanças afetam diretamente projetos travados por pendências burocráticas e abrem margem para reformas residenciais.

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O que muda nas obras e no crédito habitacional

A medida destina R$ 750 milhões ao Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab), focado no Minha Casa, Minha Vida. A verba serve de garantia para que bancos aceitem financiar reformas, ampliações e novas moradias com menor exigência de garantias pessoais.

Além disso, a MP estende por 24 meses o prazo para que construtoras, bancos e prefeituras resolvam pendências contratuais em empreendimentos inacabados. A prorrogação evita o cancelamento de projetos e libera a retomada das obras.

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Impacto no setor imobiliário

A prorrogação dos prazos permite a renegociação de prazos de entrega sem a aplicação imediata de sanções ou perda de financiamento.

O texto também destina R$ 2,75 bilhões aos fundos FGI e FGO. O aporte mantém a cobertura de risco para operações de crédito bancário, incluindo linhas do Pronampe voltadas a micro e pequenas empresas de estados como Santa Catarina.

Regras para o Desenrola e vigência

No Desenrola Brasil, a norma autoriza a unificação de recursos públicos e privados para quitar débitos de trabalhadores inadimplentes. O mecanismo estende os programas de renegociação e educação financeira até agosto de 2027.

As regras já estão em vigor por se tratar de medida provisória. O texto segue agora para análise e votação no Congresso Nacional, onde precisa ser aprovado para se converter definitivamente em lei.

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*Com edição de Nicoly Souza