Caroline Rodrigues de Toni, de 39 anos, foi oficializada pelo PL como candidata ao Senado por Santa Catarina nas Eleições 2026. A candidatura dela foi confirmada no dia 1º de agosto, durante convenção do partido na Arena Opus, em Florianópolis. O advogado Geraldo Wetzel Neto (Novo), de Joinville, é o 1º suplente e o empresário Andrey Tomazi (PL), o 2º suplente.
Carol de Toni é advogada e atualmente está no segundo mandato de deputada federal. Esta é a primeira tentativa dela de se tornar senadora.
Quem é Carol de Toni
Caroline Rodrigues de Toni, mais conhecida na política como Carol de Toni (PL), é advogada, professora universitária e deputada federal em segundo mandato. Nascida em 1º de setembro de 1986, em Chapecó, Carol tem 39 anos (vai completar 40 no decorrer da campanha eleitoral) e construiu a carreira política tendo como base eleitoral o Oeste de SC.
Formada em Direito pela Unochapecó, ela é mestre em Direito Público e chegou a lecionar disciplinas da área. É casada e mãe de duas filhas.
Trajetória política de Carol de Toni
Carol de Toni começou a se conectar com a política durante as manifestações em favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. Ingressou no Movimento Brasil Livre (MBL), tornou-se uma das lideranças dos protestos e decidiu ingressar na política partidária.
A primeira eleição foi para vereadora pelo PP, em Chapecó, em 2016. Recebeu 1,5 mil votos, resultado que lhe colocou apenas como suplente. Dois anos depois, mudou para o PSL, partido escolhido à época para lançar a candidatura à Presidência da República do então deputado federal Jair Bolsonaro. Impulsionada pela “onda 17” que elegeu Bolsonaro, Carol foi uma das novas lideranças que surgiram na política como parte do grupo do então presidente e se elegeu deputada federal com 109 mil votos.
Em 2022, concorreu à reeleição como deputada federal e foi a mais votada de Santa Catarina, com 227 mil votos. Neste segundo mandato, foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Casa.
Entre 2025 e 2026, após ser especulada como possível candidata ao Senado pelo PL, perdeu espaço no partido após o anúncio de que o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) se mudaria para Santa Catarina para concorrer a senador pelo Estado. O governador Jorginho Mello, presidente estadual do PL, inicialmente cogitou retirar Carol da chapa ao Senado para formar uma dupla com Carlos Bolsonaro e o senador Esperidião Amin (PP), também aliado de Bolsonaro.
Após pressão interna e discussões públicas entre lideranças do bolsonarismo, com direito a ameaça de saída do partido de Carol de Toni, o PL anunciou no início deste ano que manteria a vaga de Carol e formaria uma chapa “puro-sangue” ao Senado, com as duas vagas indicadas pelo partido, com Carlos Bolsonaro e Carol de Toni. A parlamentar se considera conservadora e foca a atuação em questões como combate ao aborto, flexibilização de regras sobre posse e porte de armas e defesa do agronegócio.
Quem são os suplentes
O advogado, empresário e incorporador Geraldo Wetzel Neto, de Joinville, foi escolhido como 1º suplente de Carol de Toni na corrida ao Senado. Filiado ao Novo, ele atua há mais de duas décadas no setor de estruturação de empresas e desenvolvimento imobiliário. Também é neto de um ex-prefeito de Joinville, lidera um escritório de advocacia e atua na elaboração de empreendimentos em Joinville, Barra Velha e Balneário Piçarras. É a primeira vez que participa diretamente de uma eleição.
O 2º suplente de Carol de Toni é o empresário Andrey Tomazi (PL), de Blumenau. Ele atua no ramo imobiliário, é dono de uma incorporadora e também atua no setor de aviação. Foi candidato a deputado estadual em 2018, pelo Democrata, ocasião em que fez 8,4 mil votos, mas não foi eleito.
Quais partidos apoiam a candidatura
A candidatura de Carol de Toni ao Senado é apoiada pelo PL, partido da candidata, e também pelas outras legendas que integram a coligação “Fé no trabalho e pé na tábua”: Novo, Republicanos, Podemos, federação PSDB/Cidadania, DC, Agir e Avante. Entre as lideranças que endossam o nome dela estão o governador Jorginho Mello e o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).
Qual é o patrimônio declarado de Carol de Toni
O patrimônio informado pela candidata Carol de Toni à Justiça Eleitoral foi de R$ 1.412.309,50. O montante soma uma casa, um apartamento, um terreno, cotas de empresas e valores aplicados em poupança e renda fixa. O patrimônio é o dobro do informado pela parlamentar na eleição de 2022, quando disse possuir R$ 651 mil, considerando um apartamento, um terreno, um carro e valores em banco.
Perfil de Carol de Toni
- Nome completo: Caroline Rodrigues de Toni
- Idade: 39 anos
- Naturalidade: Chapecó (SC)
- Profissão: Advogada
- Partido: PL
- Coligação: Fé no trabalho e pé na tábua (PL, Novo, Republicanos, Podemos, federação PSDB/Cidadania, DC, Avante e Agir)
- Candidatos a suplente: Geraldo Wetzel Neto, advogado e empresário, e Andrey Tomazi, empresário
- Patrimônio declarado: R$ 1.412.309,50
Quem são todos os candidatos ao Senado por SC Eleições 2026
Como serão eleitos os senadores em 2026
O Senado Federal possui 81 integrantes, sendo três representantes de cada Estado e do Distrito Federal. Nas Eleições 2026, duas das três cadeiras de cada unidade da Federação estarão em disputa. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes, e os dois mais votados serão eleitos, sem 2º turno.
O mandato de senador dura oito anos, e cada candidato concorre com dois suplentes, que podem assumir o cargo em caso de afastamento, licença, renúncia ou morte do titular.
O que faz um senador
O senador representa o Estado no Congresso Nacional. Entre suas funções estão propor, discutir e votar leis, emendas à Constituição e o orçamento federal, além de fiscalizar o governo.
O Senado também analisa projetos aprovados pela Câmara, participa de comissões e CPIs e decide sobre indicações para cargos como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), procurador-geral da República (PGR) e dirigentes do Banco Central. Os senadores também julgam processos de impeachment nos casos previstos pela Constituição.













