O fim do ‘Pix de 1 centavo com ameaça’: Banco Central quer barrar abusos e expandir sistema para o mundo

Documento do Banco Central revela ações para combater assédio em transferências, plano para pagamentos sem internet e a integração internacional do sistema

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BC adota ações por um Pix mais seguro no Brasil (Foto: Ilustração, IA)

A ferramenta que revolucionou a rotina financeira dos brasileiros está prestes a passar por novas atualizações de segurança e comportamento. No Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, apresentado na última segunda-feira (11), o Banco Central (BC) anunciou que estuda travar a utilização do campo de mensagens para o envio de conteúdos que envolvam ameaças, ofensas ou intimidações entre usuários.

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A funcionalidade, criada para identificar o motivo de cada pagamento, passou a ser desvirtuada em determinadas situações. Para solucionar o problema, a autoridade monetária reuniu representantes dos bancos e da sociedade civil dentro do Fórum Pix.

O que diz a nota do BC:

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Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens.

FOTOS: Medidas por um Pix mais seguro no Brasil

Pix offline e uso como garantia de empréstimos

Além da moderação de comportamento e do fortalecimento de filtros contra fraudes, o relatório antecipa recursos tecnológicos voltados para facilitar a vida do consumidor:

  • Pix Offline: desenvolvimento de soluções para realizar pagamentos mesmo quando o usuário estiver sem acesso à internet.
  • Crédito facilitado: uso do Pix como garantia para a tomada de empréstimos e melhorias no Pix Automático.
  • Pix sem Fronteiras: conexão direta com sistemas de pagamentos de outros países, agilizando remessas internacionais e compras presenciais fora do Brasil em moeda local.

O BC destacou o benefício das medidas:

Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos. A interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir as tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência de transações transfronteiriças.

Números da ferramenta no Brasil

A dimensão das mudanças acompanha a enorme popularidade do sistema no país. O balanço divulgado aponta que o Pix é utilizado por cerca de 86% da população adulta brasileira, ultrapassando 920 milhões de chaves cadastradas para 162 milhões de pessoas físicas e 16 milhões de empresas.

Somente ao longo de 2025, o sistema registrou perto de 80 bilhões de operações, movimentando mais de R$ 35 trilhões. Ao todo, estima-se que 148 milhões de cidadãos e 12,8 milhões de firmas tenham transacionado via Pix no último ano.

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.