O número de candidatos militares e policiais caiu pela primeira vez nos últimos 20 anos em Santa Catarina. O Estado registrou 23 concorrentes que declararam como ocupação carreiras da área militar ou policial, uma queda de 36% em comparação com a última eleição geral, de 2022. Naquela ocasião, 36 postulantes eram da área militar ou da segurança pública.
O levantamento é da reportagem do NSC Total com base nos dados informados pelos 692 candidatos de SC ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram considerados postulantes que informaram ocupações como membro das Forças Armadas, militar reformado ou policial militar, e também quem utiliza nome de urna com patentes da carreira militar, como tenente, sargento e coronel.
Desde 2006, o número de militares e policiais nas disputas eleitorais vinha aumentando ano a ano em SC. O maior número foi atingido nas eleições de 2022, quando 36 pessoas com este perfil concorriam. A queda no número de candidatos da área militar e policial pode ser atribuída à diminuição no número geral de candidaturas, que caiu 30% neste ano em SC, em razão de fatores como as federações partidárias.
Neste ano, dos 23 candidatos com este perfil, apenas quatro candidatos declararam ser membros de forças armadas e outros nove informaram ser policiais militares. O número se soma também a outros profissionais como bombeiros militares, policiais civis e candidatos com outras ocupações, mas que utilizam nomes de urna com termos como sargento, bombeiro e policial.
Na prática, o número catarinense retorna ao patamar próximo à disputa de 2014. O PL é o partido com mais candidatos nesta situação neste ano em SC, com quatro candidatos, seguido por União Brasil e Missão (3).
Veja a variação dos números no Estado
Presença de militares ganhou força com ascensão do bolsonarismo
A presença de militares na política não é um fenômeno novo, mas ganhou força nos últimos após após a ascensão do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Oriundo do Exército Brasileiro, Bolsonaro chegou a nomear 13 ministros militares durante os quatro anos na Presidência. Alguns dos membros de governo, condenados junto a Bolsonaro por tentativa de golpe, também tinham trajetória militar.
No Brasil, o número de candidaturas militares também caiu neste ano. Segundo reportagem do jornal O Globo, militares e profissionais de segurança respondem por 950 candidatos no país, 35% a menos do que o registrado quatro anos atrás, quando 1,4 mil concorrentes atuavam nestas áreas.













